IA no mercado tech: o futuro da carreira e habilidades essenciais
Por Guilherme Haas |

A inteligência artificial tem se estabelecido como uma ferramenta relevante para o ganho de eficiência, gerando novos serviços em diversos cenários, incluindo o mercado de Tecnologia da Informação (TI). O Podcast Canaltech dedicou um episódio para debater como a IA está impactando o setor e as mudanças necessárias para os profissionais.
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Em conversa com a repórter Elisa Fontes, Rodrigo Galdi, CEO do grupo Moven, destacou que o principal motor da adoção da IA pelas empresas é a busca por eficiência. O Brasil enfrentava um déficit significativo de profissionais de TI, que há cerca de quatro anos estava em torno de 800 mil. Contudo, a introdução de ferramentas de IA, como copilots e o uso de modelos como o ChatGPT ou Gemini, altera a dinâmica para os recém-chegados.
IA como acelerador de produtividade
Segundo Galdi, a capacidade dessas IAs de gerar código e soluções faz com que o papel do desenvolvedor júnior seja quase eliminado, pois "áreas de negócio, especialistas em requisito ou até mesmo uma pessoa que tenha uma certa organização de comunicar corretamente" conseguem criar soluções.
Galdi ressalta que, embora esta seja uma "coisa dura" para os novos entrantes, a IA deve ser incorporada como um acelerador de produtividade. Ele mencionou que sua produção pessoal atual é equivalente a ter "cinco pessoas trabalhando comigo, sem precisar ter ninguém".
As habilidades que se destacam no novo cenário são o pensamento lógico, a estruturação de requisitos, e o conhecimento do propósito daquilo que está sendo implementado. Além disso, a capacidade de comunicação, o relacionamento interpessoal e o domínio do idioma inglês se tornam cruciais. O desenvolvedor passa a ter o papel de curador e de construtor da visão da solução, enquanto a IA assume a parte repetitiva da codificação.
Olhando para o futuro, Galdi projeta que carreiras como curadoria e governança ganharão proeminência. A governança é essencial, pois permite que as empresas, ao automatizarem tarefas primordiais, foquem na gestão e na redução de ineficiência, que pode chegar a 56% de retrabalho. Como estratégia de "continuidade de negócios," grandes corporações brasileiras têm criado universidades próprias para formação de talentos, garantindo que os profissionais desenvolvam o DNA e a cultura da empresa.
Ouça o episódio completo do Podcast Canaltech para entender as transformações no mercado de tecnologia e siga o Canaltech nas plataformas de áudio: Spotify. Apple, Amazon e Deezer.
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