Governo dos EUA quer testar processador TrueNorth aplicado à segurança nacional

Por Redação | 30 de Março de 2016 às 16h50

O Laboratório Nacional Lawrence Livermore (LLNL), do governo dos Estados Unidos, quer testar como o sistema de computação neuromórfica da IBM pode auxiliar na segurança nacional. O sistema utiliza 16 chips TrueNorth da IBM, processador inspirado no funcionamento cerebral, com capacidade de aprendizagem profunda.

Cada um dos chips atua paralelamente, processando dados sensoriais, da mesma forma que o cérebro. O tamanho do chip é o equivalente a um selo, contendo um milhão de neurônios artificiais, 256 milhões de conexões sinápticas (conexões entre os neurônios) e 4.096 núcleos paralelos. Tudo isso requer apenas 70 miliwatts de potência, afinal, assim como o cérebro humano, o sistema exige um mínimo de energia para seu funcionamento. Mesmo com a baixa necessidade de energia, a execução de tarefas tem alto desempenho, pois como o sistema se baseia em conexões sinápticas, grupos de neurônios podem ser acionados ao mesmo tempo para trabalhar em atividades diferentes.

O centro de pesquisa do LLNL aposta que a computação neuromórfica abre diversas possibilidades para o futuro da computação de alto desempenho, principalmente no que se refere à exploração da segurança nuclear norte-americana. Além disso, os avanços da computação neuromórfica ampliam a capacidade e a forma com que se faz e se entende a ciência, segundo Jim Brase, diretor de ciência de dados do LLNL.

O supercomputador, no total, será composto por 16 milhões de neurônios e quatro bilhões de sinapses. A IBM ajudará, ainda, o LLNL a criar, programar e testar máquinas que imitam as habilidades cerebrais de cognição, percepção e ação.

Parece ficção científica, mas é a realidade.

Via: TechRadar

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