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Fundador do Google retorna à empresa para tentar "salvar" o Gemini

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Marcelo Fischer/Canaltech

Sergey Brin, cofundador do Google, voltou a se envolver de forma intensa no desenvolvimento do Gemini, principal família de modelos de inteligência artificial da empresa. Mesmo sem ocupar um cargo executivo, ele passou a atuar diretamente sobre decisões técnicas e estratégicas do projeto a partir de uma espécie de centro de comando improvisado em uma microcozinha na sede do Google, na Califórnia.

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A informação foi publicada originalmente pelo Business Insider. Segundo relatos de oito funcionários atuais e antigos ouvidos pelo BI, Brin ganhou influência sobre o Gemini em um momento de pressão crescente sobre o Google na disputa com empresas como OpenAI e Anthropic.

Brin transformou uma microcozinha em centro de operações

O espaço fica no prédio Gradient Canopy, em Mountain View, próximo à sede principal do Google. A área, que originalmente funcionava como uma microcozinha, passou a concentrar mesas ocupadas por Brin e integrantes importantes da equipe responsável pelo Gemini.

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Koray Kavukcuoglu, que assumiu como vice-presidente sênior do Google DeepMind após a recente reorganização da divisão, também trabalha no local. Equipes dedicadas ao desenvolvimento das capacidades de programação do Gemini foram instaladas próximas ao cofundador, segundo os relatos.

A proximidade com Brin também teria uma função prática. Funcionários relataram que conseguir acesso aos chips necessários para treinar e executar modelos pode exigir aprovações internas e negociações entre diferentes equipes. A influência do cofundador permitiria acelerar algumas dessas decisões.

Um ex-funcionário resumiu ao Business Insider que Brin quer conduzir o desenvolvimento do Gemini com uma dinâmica semelhante à de uma startup, reduzindo etapas burocráticas.

Cofundador voltou a atuar em decisões técnicas

A participação de Brin vai além de reuniões sobre estratégia. Segundo as fontes ouvidas pelo BI, ele acompanha discussões sobre tamanho dos modelos, cronogramas de lançamento e caminhos para alcançar a chamada inteligência artificial geral (AGI).

Uma das ideias defendidas por Brin envolve o uso de dados obtidos durante a programação de funcionários do Google para treinar o Gemini e melhorar sua capacidade de escrever código. O cofundador também tem pressionado por pesquisas relacionadas à melhoria recursiva dos sistemas de IA, conceito em que modelos seriam capazes de contribuir para o aprimoramento de versões futuras.

A postura também já provocou decisões controversas. Em 2025, Brin participou de discussões sobre o projeto Frozen, que buscava incorporar uma versão da arquitetura do Gemini diretamente em um chip. O projeto foi posteriormente reformulado e retomado como Frozen v2, mas recebeu menos recursos neste ano, de acordo com os relatos.

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Google reorganizou liderança do DeepMind

O retorno de Brin acontece após uma mudança significativa na estrutura do Google DeepMind. Em agosto, Demis Hassabis deixou o cargo de CEO da divisão e passou a atuar como cientista-chefe da Alphabet. Kavukcuoglu assumiu a liderança operacional do laboratório.

A mudança transferiu parte do centro de decisões da operação de Londres para Mountain View e aumentou a influência de executivos ligados diretamente ao desenvolvimento do Gemini. A reorganização ocorreu enquanto o Google enfrenta dificuldades para manter o ritmo de concorrentes na corrida pela IA generativa.

A movimentação ocorre ainda em meio à saída de nomes importantes da área de inteligência artificial. Jeff Dean, que passou 27 anos no Google, deixou a companhia recentemente, enquanto Barret Zoph retornou ao Google DeepMind após passagens pela OpenAI e pela Thinking Machines Lab.

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