Expedia anuncia novo CEO e levanta US$ 3,2 bilhões para aumentar sua liquidez

Por Rui Maciel | 24 de Abril de 2020 às 13h45
Divulgação

Impactada fortemente pela crise da COVID-19 - assim como todas as empresas que atuam no setor de turismo - o Expedia Group, anunciou na última quinta-feira (23) que está levantando US$ 3,2 bilhões em capital para aumentar a sua liquidez. Além disso, o grupo anunciou que está trocando de CEO. Assume o cargo Peter Kern, que antes era o vice-presidente da companhia.

Os anúncios fizeram com que as ações da Expedia subissem mais de 5%, o nível mais alto em duas semanas. No entanto, os papeis da empresa já caíram 43% ao longo de 2020.

Em comunicado, o presidente da Expedia afirmou: "Não podemos fazer previsões de quando as viagens irão se recuperar, mas acreditamos enfaticamente que isso acontecerá, pois ... 'se há vida, há viagens'". Além disso, a companhia declarou que abandonaria seus dividendos, implementaria licenças e reduziria programas de trabalho para economizar dinheiro.

Sede da Expedia em Bellevue, Washington (Crédito da foto: Wikipedia)

O grupo de viagens online disse que as empresas de private equity Silver Lake Partners e Apollo Global Management Inc. investirão cerca de US $ 1,2 bilhão no conglomerado e terão representação no conselho após a implementação dos aportes, que deve acontecer em maio.

No início de abril, a Silver Lake tabém investiu em mais uma empresa que atua na área de turismo: a Airbnb. A empresa de private equity é um dos investidores em tecnologia mais respeitadas do mercado e conhecida por fazer apostas em empresas do setor que se tornariam bem sucedidas, como Twitter, Dell Technologies e Waymo, a unidade de desenvolvimento de tecnologias autônomas da Alphabet Inc., controladora do Google.

Os outros US$ 2 bilhões a serem levantados pela Expedia serão feitos a partir da criação de novas dívidas. Segundo registros da companha, há caixa e saldo de investimentos a curto prazo no valor de US$ 3,8 bilhões.

A crise causada pela pandemia da COVID-19 está atingindo especialmente as empresas de turismo, uma vez que as viagens estão restritas em todo o mundo, o que causou uma queda sensível na compra de pacotes e passagens.

Fonte: Reuters  

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