Ex-CEO do Citigroup prevê todos os bancos aderindo às criptomoedas

Ex-CEO do Citigroup prevê todos os bancos aderindo às criptomoedas

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 11 de Novembro de 2021 às 12h00
Divulgação/Sulayman Sanyang/Pixabay

A negociação de criptomoedas deve entrar, em breve, na lista de serviços das grandes instituições financeiras. Essa é a opinião de Vikram Pandit, presidente do conselho da Orogen Group e ex-CEO do Citigroup. Para ele, “em um a três anos, todo grande banco ou corretora de valores vai pensar: ‘Eu também não deveria negociar e vender ativos de criptomoedas?’”.

JPMorgan Chase e Bank of America são alguns dos bancos dos EUA que já contratam no setor cripto. O motivo é o aumento da demanda por moedas virtuais. O Goldman Sachs, por sua vez, passou a negociar futuros de criptomoedas. Já o Commonwealth Bank of Australia oferece compra, venda e manutenção de ativos cripto. O próprio Pandit já investe em empresas do setor, como a Coinbase e a Alchemy Insights.

Imagem: Reprodução/Unsplash/Art Rachen

Bancos centrais ao redor do mundo já avaliam as possibilidades das moedas digitais. A China testa um protótipo, a Europa tem desenvolvido sua própria solução, os EUA criam regras para a regulamentação do setor e até o Brasil avalia as possibilidades de um real digital. El Salvador, enquanto isso, se tornou o primeiro país a oficializar o uso do Bitcoin, em setembro.

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Pandit explica que circular dinheiro no mundo enquanto se tenta modernizar o sistema bancário, que ainda é baseado em papel, é muito caro. “Minha esperança é que autoridades monetárias entendam os benefícios de uma moeda digital de bancos centrais e passem a adotá-la”, pondera.

Um relatório recente da consultoria Oliver Wyman e do JPMorgan aponta que uma rede de várias moedas digitais de bancos centrais pode ajudar a economizar dezenas de bilhões de dólares e beneficiar todos os participantes. Pandit diz que o futuro é “uma moeda digital de bancos centrais, que está disponível para você e para mim, e todos os outros participantes do varejo no mundo todo”.

Fonte: InfoMoney

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