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Ética em IA: nova carreira liga tecnologia, transparência e segurança

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DC Studio/freepik
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Em um mundo com sistemas cada vez mais autônomos, como e quem controla a inteligência artificial? Essa pergunta, independente da área pela qual estamos tratando, envolve questões éticas. O profissional que cuida dos impactos e se preocupa com o uso transparente dessas ferramentas ganha destaque no mercado de trabalho.

Supervisionar máquinas, direcionar, validar resultados gerados pelas IAs e utilizá-las de forma responsável e segura faz parte do conhecimento de quem trabalha na revolução da IA, segundo o professor Rodrigo Clemente Thom de Souza, PhD., de Inteligência Artificial e Engenharia de Software da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A importância desses profissionais fica ainda mais evidente quando observamos previsões como a do relatório “AI 2027”. O documento analisa um cenário fictício com os impactos de uma superinteligência artificial capaz de ultrapassar a inteligência humana nas próximas décadas, falando em consequências na segurança global e nos empregos.

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IA sob a lente da ética 

Dentro desse meio tecnológico, há uma demanda crescente por profissionais que pensem o uso de dados: o especialista em ética de IA ou o pesquisador de IA. Ele faz a ponte entre tecnologia, sociedade e regulamentações, segundo o professor. Equipes voltadas às essas questões já compõe Big Techs como Google, Microsoft e Meta.

“Orientar o desenvolvimento, a implementação da IA, tentando garantir que ela beneficie a sociedade e minimize danos. Então, podemos entrar nas questões éticas que estariam envolvidas, como o viés algorítmico”, exemplifica Rodrigo Souza. 

Ao desenvolver uma tecnologia, é preciso considerar que IAs podem replicar problemas existentes no mundo real como o preconceito de gênero e raça. O especialista em ética identifica justamente esse viés nos dados que são coletados.

Segundo o professor, esse profissional pode atuar em diversas áreas que envolvam sistemas, desde saúde à segurança, e terá como foco a ‘explicabilidade’ dos resultados. A análise de IA dentro do sistema de justiça, por exemplo, precisa ser muito bem clara e justificada, assim como algum diagnóstico que é feito com sistema de IA treinado com exames médicos.

De aprendiz a especialista em IA responsável 

Trabalhar com o uso ético da IA demanda atualização de conhecimento constante e possibilidade de atuação, de acordo com o especialista. Conheça alguns caminhos:

  • Conhecer IA de forma profunda: buscar cursos focados em IA, engenharia de software, pesquisa e desenvolvimento de sistemas;
  • Se tornar um pesquisador especializado: se aprofundar no assunto com a publicação de artigos científicos, formação e idas às conferências nacionais e internacionais;
  • Empreender com as soluções: para além de ser um especialista no assunto, é possível investir em novas tecnologias que sejam mais justas e transparentes.
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