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Empresa cria robô que limpa painéis solares sem água

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Erick Teixeira/Canaltech
Erick Teixeira/Canaltech

Inteligência artificial, drones e robôs já fazem parte da operação do setor elétrico brasileiro. O gerente de Inovação da Engie Brasil, Mario Cusatis, detalhou no Podcast Canaltech desta terça-feira (31) como essas tecnologias são aplicadas na prática no dia a dia de usinas hidráulicas, solares e eólicas.

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Segundo Cusatis, o volume operacional torna inviável o acompanhamento humano convencional. "São centenas de aerogeradores, milhares de painéis solares, milhares de trackers", disse. Para lidar com essa escala, a empresa desenvolveu internamente as ferramentas Arambi e Science, baseadas em machine learning, que identificam componentes com problemas e direcionam as equipes de manutenção.

Outra ferramenta em uso é o RaptorMaps, que combina voo de drone com inspeção termográfica para localizar falhas nos painéis solares. "Uma coisa que era feita manualmente, hoje você consegue automatizar e acelerar", explicou o executivo.

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A empresa também está desenvolvendo o Solar Bolt, um robô que limpa painéis sem uso de água, escolha técnica pensada para regiões com restrição hídrica. O equipamento tem câmera termográfica integrada para verificar automaticamente a eficácia da limpeza.

Drones substituem inspeções em torres de transmissão, reduzindo risco e tempo de operação. Nas usinas hidráulicas, a empresa usa drones subaquáticos para verificar as tomadas d'água. O controle de vegetação nas usinas solares, citado por Cusatis como um dos maiores custos do segmento, é outra frente com investimentos em automação.

Infraestrutura, o gargalo do setor elétrico

Segundo o Balanço Energético Nacional 2025, fontes renováveis respondem por 88,2% da geração elétrica nacional, o que deixa o Brasil com mais oferta do que demanda em certos momentos.

O problema, na avaliação de Cusatis, está na transmissão. "A gente tem cortes pesados em geração nas usinas renováveis", afirmou, atribuindo o gargalo à infraestrutura e à falta de coordenação entre agentes públicos e privados.

Uma das saídas estudadas é usar data centers como carga flexível durante períodos de corte de geração. "São grandes consumidores. Como é que você não vai utilizar essa carga?", questionou o executivo.

A medida depende de regulação e governança, mas Cusatis classificou o tema como algo que "tem que se levar a sério", dado o crescimento da demanda por processamento de dados.

🎙️Ouça o episódio completo no Podcast Canaltech:

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