Em meio à crise, mercado brasileiro de PCs volta a crescer

Por Redação | 08 de Setembro de 2016 às 19h15
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O mercado de PCs no mundo todo tem sofrido efeitos da crise, apresentando grandes baixas nas vendas desde o ano passado – que inclusive atingiram o Brasil. Porém, alguns indicadores mostram que já estamos a caminho de uma estabilização. Apesar das vendas de PCs entre abril e junho terem sido 28% menores do que no mesmo período de 2015, a comercialização de computadores no país aumentou 13% em relação ao primeiro trimestre deste ano.

De acordo com o estudo realizado pela IDC Brasil, foram vendidos 1,1 milhão de computadores, número 13% maior em relação ao primeiro trimestre de 2016. Deste total, 436 mil foram desktops (crescimento de 10%) e 746 mil foram notebooks (aumento de 15%), sendo 382 mil comercializados para o mercado corporativo (crescimento de 14%) e 800 mil para o consumidor final (aumento de 12%).

“Depois de um ano e meio em baixa, o mercado de PCs voltou a crescer no segundo trimestre de 2016. O principal fator para isso foi a estabilidade do dólar, já que a grande maioria dos componentes dos equipamentos é importada”, avalia Pedro Hagge, analista de pesquisa da IDC Brasil.

No segundo trimestre, os preços dos computadores diminuíram em média R$ 333. “O ticket médio no primeiro trimestre era de R$ 2.782 e no segundo passou para R$ 2.449. Com a melhora no preço e com a necessidade de repor estoques, houve uma retomada forte nas vendas do varejo. Além disso, os fabricantes puderam oferecer melhores margens de preços e as negociações foram mais interessantes”, complementa.

Na comparação com os meses de abril, maio e junho de 2015, o mercado total apontou queda de 28%. “Os computadores ainda são indispensáveis para produção de conteúdo, mas para consumo de conteúdo há fortes concorrentes como smartphones, TVs e tablets. No segmento corporativo, o baixo investimento em PCs está atrelado ao desemprego”, analisa Hagge.

Para 2016, a IDC estima que sejam comercializados 4,6 milhões de computadores, ou seja, 31% a menos do que em 2015. “De agora até o fim do ano, o mercado deve ficar estável. Para 2017, nossa previsão é de que o mercado cresça 5%”, finaliza o analista.

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