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Criadora do ChatGPT defende semana de 4 dias, mas impõe 70 horas a funcionários

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Inteligência Artificial no PC
Reprodução/Freepik

Enquanto o Brasil discute a escala 6x1, muitas empresas de tecnologia já defenderam que uma jornada de quatro dias de trabalho semanais é possível com ajuda da IA. No entanto, a realidade em companhias como a OpenAI pode chegar a jornadas de até 70 horas por semana, de acordo com a BBC.

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No começo do ano, a criadora do ChatGPT recomendou que as empresas adotassem uma rotina de quatro dias de trabalho por semana — a IA seria capaz de dar conta do recado para garantir um dia de folga aos humanos em comparação com o modelo padrão, de cinco dias e 80 horas semanais. 

A realidade, segundo acordo com ex-funcionário da empresa ouvido pela reportagem original, era bem diferente. Reuniões de gestão de crise, trabalhos em finais de semana e sprints (período de trabalho intenso antes de lançamentos) marcavam a jornada laboral da OpenAI, que poderia chegar a 70 horas semanais

“Você trabalhava no sábado ou no domingo só para se atualizar ou garantir que as coisas não estavam quebradas”, comentou o profissional.

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Efeito colateral da IA

A grande promessa da evolução da IA generativa no mundo corporativo era a chance de automatizar rotinas, delegar tarefas para a máquina, melhorar a produtividade e ganhar mais tempo.

Porém, ainda que a tecnologia ajude com tarefas de produtividade, isso está apenas gerando mais trabalho. Um estudo publicado no Harvard Business Review no começo do ano revela que esse ganho teve um “efeito colateral”  com maior carga de trabalho, aumento da jornada e mais responsabilidades para funcionários.

Um dos principais casos identificados foi o de expansão de tarefas, no qual colaboradores passaram a fazer ações que antes eram atribuídas a outras áreas.

 

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