Conheça as 5 inovações dos próximos 5 anos

Por Stephanie Kohn | 20 de Março de 2018 às 19h01

Desde 2006, os pesquisadores da IBM reportam anualmente cinco previsões que mudarão o mundo nos próximos cinco anos. Diferente dos anos passados, os prognósticos deste ano estão mais em linha com as tendências atuais.

Se em 2012 a empresa chegou a antecipar papilas gustativas digitais, sentido de olfato em computadores e até dispositivos com touch 3D, as previsões do momento são cripto-âncoras usando Blockchain, microscópios autônomos com Inteligência Artificial, Inteligência Artificial imparcial, computação quântica popularizada e criptografia em rede. Outra curiosidade é que neste ano, três das cinco tendências foram estudadas e apresentadas por mulheres. Conheça as inovações do futuro.

Cripto-âncoras usando Blockchain

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Pesquisadores da IBM estão desenvolvendo cripto-âncoras, impressões digitais invioláveis para incorporar produtos ou partes de produtos, e ligá-las a Blockchain. Essas impressões digitais podem assumir várias formas, como pequenos computadores ou códigos ópticos e, quando ligados a uma rede Blockchain, representam um poderoso meio de provar autenticidade de produtos. Para Andreas Kind, gerente da indústria de plataformas e blockchain, Blockchain é considerada o futuro das transações digitais, garantindo transparência nas cadeias de suprimentos. Mas sozinho ele não pode garantir a autenticidade dos bens físicos.

Cripto-âncoras são altamente seguras porque estão incorporadas no produto e consistem em mecanismos criptografados que fornecem identificação. Elas abrem caminho para novas soluções que podem combater a fraude e proteger os consumidores. Os primeiros modelos poderiam ser disponibilizados aos clientes nos próximos 18 meses e nos próximos cinco anos, os avanços em microfluídica, plataformas de empacotamento, criptografia, memória não volátil e design levarão todos esses sistemas do laboratório ao mercado.

Microscópios autônomos com Inteligência Artificial

Até 2025 mais da metade da população mundial estará vivendo em áreas com problemas de água. Sendo assim, cientistas lutam para coletar e analisar os dados mais fundamentais sobre as condições em tempo real dos oceanos, lagos e rios. Os plânctons são sensores biológicos naturais da saúde aquática e até mesmo pequenas mudanças na qualidade da água afetam seu comportamento.

Eles também formam a base da cadeia alimentar oceânica que serve como a principal fonte de proteína para mais de um bilhão de pessoas. No entanto, sabe-se muito pouco sobre como eles se comportam em seu habitat natural, pois estudá-los requer coletar amostras e enviá-las para um laboratório. Com os microscópios robôs alimentados com IA é possível monitorar continuamente a condição da água. Eles serão conectados em rede e implantados no mundo.

Inteligência Artificial imparcial

Em cinco anos, o número de sistemas e algoritmos de IA vai explodir e com isso também crescerão as inteligências artificias tendenciosas. Os sistemas de IA são criados a partir dos dados que são colocados neles, mas se esses dados forem incorretos e conterem vícios implícitos de raça, gênero ou ideologia eles perpetuarão esses problemas. A tendência, no entanto, é o aumento de ética no desenvolvimento de IA que sejam imparciais.

“À medida que trabalhamos para desenvolver sistemas de AI que podemos confiar é fundamental desenvolver e treinar esses sistemas com dados imparciais e desenvolver algoritmos que possam ser facilmente explicados”, comentou a pesquisadora Francesca Rossi.

Computação quântica popularizada

Daqui cinco anos, a computação quântica sairá do campo de pesquisadores e se tornará popular. Os efeitos desta ciência irá para além dos laboratórios e será amplamente utilizada por novas categorias de profissionais e desenvolvedores para resolver problemas considerados insolúveis.

Hoje os conceitos e o vocabulário são estranhos para a maioria das pessoas e o acesso às máquinas se restringe a comunidade científica. Mas as indústrias estão começando a explorar as possibilidades e as universidades estão desenvolvendo currículos de computação quântica. 

Segundo a gerente de AI Challenges & Quantum Experiences da IBM, Talia Gershon, por enquanto, a computação quântica é o ‘playground’ de especialistas. Mas daqui a cinco anos, será até ensinada nas escolas.

Criptografia em rede

Quase 4 bilhões de registros de dados foram roubados em 2016. Cada um custou ao detentor de registro cerca de US$ 158. Hoje, os arquivos são criptografados enquanto estão em trânsito e em repouso, mas desencriptados durante o uso. Isso permite que os hackers vejam ou roubem arquivos.

Os ataques cibernéticos continuarão a explorar isso e as tecnologias de hoje não serão capazes de manter o ritmo. Em cinco anos, novos métodos de ataque farão com que as medidas de segurança de hoje sejam insuficientemente inadequadas.

No entanto, de acordo com a pesquisadora Cecilia Boschini, a IBM está desenvolvendo sistemas baseados em modelos matemáticos para resolver novos problemas de segurança. A criptografia baseada em rede é um esquema criptográfico complexo projetado para proteger os dados da ameaça de criptografia por computadores quânticos universais tolerantes a falhas.

*A jornalista viajou a Las Vegas a convite da IBM

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