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Como IA proprietária do iFood ajudou app a bater recorde de pedidos

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Marcelo Fischer/Canaltech
Marcelo Fischer/Canaltech

O iFood bateu um recorde histórico de pedidos feitos no mesmo dia em 7 de março, com mais de 7,7 milhões de compras na plataforma. O sucesso vem, em partes, alavancado por um modelo de inteligência artificial (IA) próprio da companhia chamado Large Commerce Model (LCM) e pelas movimentações da empresa nas áreas de IA e dados. 

O LCM foi lançado no final do ano passado com o objetivo de atender a demandas específicas no mercado de entregas. A tecnologia é treinada a partir de um conjunto massivo de interações reais entre usuários, disponibilizadas de forma anônima, incluindo cliques, buscas e cancelamentos, para melhorar a experiência geral.

O Canaltech conversou com o vice-presidente de Inteligência Artificial do iFood, Paul van der Boor, para entender a abordagem da empresa com IA e a decisão por uma solução proprietária no lugar dos modelos disponíveis no mercado. 

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Como o LCM funciona? 

O LCM é aplicado em diferentes áreas do iFood: de acordo com a empresa, mais de 200 serviços já usam IA generativa, desde experiências internas e agentes de suporte para restaurantes e consumidores.

A base de conhecimento com base nas ações dos usuários permite criar mais experiências personalizadas. Mudar as sugestões da tela inicial de acordo com cada perfil e o disparo de notificações são dois exemplos, enquanto o LCM também abastece o agente de IA Ailo.

Paul van der Boor explica que o iFood chegou a um nível de exigência de escala e velocidade que fez a empresa reforçar a infraestrutura de tecnologia. “Em apenas doze meses, deixamos de usar a inteligência artificial apenas como uma ferramenta isolada para transformá-la no verdadeiro modo de operar do iFood. Esse nível de escala muda completamente o patamar de exigência tecnológica”, comenta.

Alguns resultados já podem ser notados com os primeiros meses de uso. Além de um recorde diário de pedidos, a empresa afirmou que mais de 12 milhões de transações foram feitas durante fevereiro com influência do LCM, a maior marca desde a implementação da tecnologia. 

Por que uma IA proprietária?

O mercado está diante de um grande debate sobre usar tecnologias “prontas” (ou seja, modelos disponibilizados pelas Big Techs) ou desenvolver uma IA proprietária, moldada por bases de dados e soluções internas.

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O iFood revela que o LCM tem custos reduzidos em relação a outras alternativas internacionais, especialmente envolvendo o processamento de tarefas de personalização. 

Paul van der Boor destaca que três fatores principais pesaram na decisão do investimento numa IA “de casa”: escala e velocidade de operação, foco em gerar valor real ao negócio e papel central dos dados.

“O ritmo de evolução da tecnologia está acelerando e precisávamos de uma base capaz de acompanhar esse movimento. Não queríamos adotar a tecnologia apenas por inovação, mas sim para ampliar a capacidade das pessoas dentro do iFood, dando ferramentas que acelerem decisões e aumentem o impacto do trabalho de cada time. Por fim, os dados são o combustível essencial para essa inteligência, funcionando como o contexto necessário para que os sistemas aprendam continuamente através de uma integração profunda”, afirma o vice-presidente de IA do iFood.

Próximos passos

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O objetivo do iFood, segundo van der Boor, é manter dados e IA como as bases de toda a estrutura da empresa. As inovações podem ser aplicadas para todo o ecossistema, passando por restaurantes, entregadores e serviços internos da empresa.

“A IA deixa de ser apenas um suporte tecnológico e passa a ocupar um papel central na empresa. Queremos tornar o dia a dia dos nossos parceiros cada vez mais simples, gerando informações valiosas que ajudem os restaurantes a venderem mais e a gerirem