[ATUALIZADO] BC tira do ar serviço que permitia sacar dinheiro "esquecido"

[ATUALIZADO] BC tira do ar serviço que permitia sacar dinheiro "esquecido"

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 25 de Janeiro de 2022 às 14h16
Pixabay

ATUALIZAÇÃO 25/01/2022 15H29: O BC anunciou há pouco que retirou do ar o novo serviço. Em comunicado, o órgão explica que a demanda de acessos à nova função foi maior que o esperado, e para estabilizar o Registrato e os demais serviços é necessário a remoção de seu acesso temporariamente:

O lançamento do Sistema Valores a Receber (SVR) gerou demanda de acessos muito acima da esperada, o que provocou instabilidade em sua página e também nos sites do BC, do Registrato e Minha Vida Financeira. Para estabilizar esses sites, o BC suspendeu temporariamente o acesso ao SVR

Matéria Original

No decorrer do dia a dia dos brasileiros, é comum a abertura de contas em novos bancos, seguido do abandono do vínculo com as instituições usadas anteriormente, o que também pode levar ao esquecimento de quantias guardadas nelas. Visando mudar esse cenário, o Banco Central (BC) lançou nesta segunda-feira (24) um novo serviço: o sistema Valores a Receber no Registrato, que permite o resgate de dinheiro parado diretamente pela internet.

Segundo o BC, no comunicado oficial sobre o lançamento de seu novo sistema, existem cerca de R$ 8 bilhões em posse de instituições financeiras que devem ser devolvidos a pessoas físicas ou jurídicas. A nova função busca mostrar aos clientes isso, permitindo a visualização e saque dos valores que são seus por direito.

Na segunda-feira (24), o BC lançou a ferramenta em primeira fase, e estima que cerca de R$ 3,9 bilhões em valores diversos poderão ser resgatados, provenientes das seguintes situações:

  • Contas-correntes ou poupança encerradas, mas que ainda tinham saldo disponível;
  • Tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, desde que a devolução esteja prevista em Termo de Compromisso assinado pelo banco com o BC;
  • Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito;
  • Recursos não procurados relativos a grupos de consórcio finalizados.

Por fim, o BC afirma que as informações disponibilizadas no novo serviço são de responsabilidade das próprias instituições, e frisa que mesmo em casos em que os valores a receber podem ser pequenos, o importante é que os cidadãos podem ter acesso e ciência da existência dessas quantias

Como sacar quantias pelo novo serviço do BC

A página principal do Valores a Receber, novo sistema do Banco Central. (Imagem: Captura de Tela/Dácio Augusto/Canaltech)

O novo sistema é acessível através da página Minha Vida Financeira no portal do BC. Ao acessá-la, a opção Valores a Receber estará disponível, bastando clicar nela para chegar na interface da ferramenta.

Nessa página, basta clicar em Consulta ao Relatório Valores a Receber, e em seguida Iniciar Consulta, digitando o CPF ou CNPJ. Após uma rápida verificação digital, o sistema vai apontar se você tem ou não valores a receber de bancos.

Caso sejam identificados valores a receber, o próximo passo é ir até o Registrato e realizar o login, que pode ser único da plataforma ou o mesmo utilizado no site gov.br. Feito isso, os usuários terão diferentes opções de saque:

  • no caso de bancos ou instituições financeiras que aderiram a termo específico junto ao BC da nova função: diretamente via Pix na conta indicada pelo beneficiário no Registrato;
  • nos demais bancos, o beneficiário informará seus dados de contato no sistema e o meio de pagamento ou da transferência será decidido pela instituição onde o valor está retido.

Popularidade estrondosa

Após o lançamento da ferramenta e sua divulgação, o site do Banco Central acabou ficando fora do ar na manhã dessa terça-feira (25) por conta da grande quantidade de acessos. O órgão afirma estar trabalhando para melhorar a capacidade de atendimento da função.

Até o fechamento dessa matéria, o site do Banco Central ainda se encontrava fora do ar.

Fonte: InfoMoney, O Globo

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