Atingida pela pandemia da COVID-19, IBM promove onda de demissões

Por Rui Maciel | 22 de Maio de 2020 às 13h45
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O primeiro trimestre de 2020 não foi dos mais auspiciosos para a IBM. Impactada pela pandemia da COVID-19, a empresa promoverá uma onda de cortes em seu quadro de funcionários - os mais afetados serão aqueles que trabalham para divisões que não estão relacionadas a divisão de serviços na nuvem da companhia. No entanto, a organização não divulgou quantas pessoas serão demitidas"por razões de concorrêcia".

Até o momento, pouco se sabe sobre quais divisões da empresa serão mais afetadas. O site britânico The Register mencionou o grupo Watching IBM, no Facebook, que acompanha as demissões na companhia. Lá, é informado que os cortes podem atingir setores como os de software cognitivo e de saúde no Watson, a plataforma de inteligência artificial da IBM. Já um tópico do site The Layoff, informa que as unidade de Serviços Globais de Tecnologia (GTS), bem como a de Serviços Globais de Negócios (GBS) teriam uma redução de 40% e 25%, respectivamente, em seu quadro de funcionários.

O mesmo The Layoff também cita uma fonte anônima dentro da IBM que dá conta que a empresa teria cortado funcionários em suas divisões de sistema de armazenamento e que outros cortes podem reduzir as sobreposições de cargos entre as equipes da IBM e da Red Hat, comprada há pouco tempo.

Já o Yahoo Finance informou que a onda de cortes da IBM atingiu, pelo menos, cinco estados norte-americanos. Comunicações internas da empresa que vazaram na internet dão conta que o número de funcionários afetados esteja na casa dos milhares, de acordo com um trabalhador da Carolina do Norte que perdeu o emprego, junto com toda a sua equipe, formada por 12 pessoas. "Avaliações de emprego de longo alcance e históricos de idade e tempo de casa não pareciam importar ”, disse ele. A pessoa pediu para não ser identificada com a preocupação de que falar em público possa afetar seu pacote de indenização. Os cortes também teriam afetado colaboradores da Pensilvânia, Califórnia, Missouri e Nova York, onde a IBM está sediada, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Arvind Krishna: novo CEO da IBM tem o desafio de melhorar os números da empresa

“O trabalho da IBM em um mercado altamente competitivo exige flexibilidade para adicionar constantemente habilidades de alto valor à nossa força de trabalho. Embora sempre consideremos o ambiente atual, as decisões da força de trabalho da IBM são do interesse da saúde de longo prazo de nossos negócios ”, afirmou Ed Barbini, porta-voz da empresa, em comunicado. “Reconhecendo a situação única e difícil que essa decisão de negócios pode criar para alguns de nossos funcionários, a IBM oferece cobertura médica subsidiada a todos os funcionários americanos afetados até junho de 2021.", completou.

Números ruins

Apesar de ser uma empresa muito mais sólida do que companhias como Airbnb e Uber, que também promoveram cortes severos em seus quadros de funcionários por causa da COVID-19, a IBM também vem sofrendo com a pandemia. Em seu balanço financeiro referente ao primeiro tri de 2020, divulgado em meados de abril, a companhia registrou uma redução de 3% em suas vendas, bem como de 26% em seu lucro. Além disso, previsões de faturamento aos investidores para 2020 foram retiradas.

Aliás, fazer com que a IBM volte a ter números melhores - incluindo o preço das ações que caiu 20% nos últimos três meses - será um dos principais desafios de Arvind Krishna, que assumiu como CEO da companhia no começo de abril. Entre suas tarefas, está a de convencer empresas de todos os portes a voltar a investir em soluções de TI, em uma época em que muitos setores foram atingidos pela pandemia da COVID-19.

Fonte: The Register / Watching IBM / The Layoff / Yahoo Finance / Bloomberg

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