Amazon é acusada de violar todas as leis trabalhistas em fábrica de Kindles

Por Natalie Rosa | 11 de Junho de 2018 às 11h26
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Um documento de 94 páginas denuncia as péssimas condições de trabalho em uma fábrica da Amazon comandada pela Foxconn na China.

Funcionários das instalações localizadas em Hengyang responsáveis pela montagem dos dispositivos Echo e Kindles, além de outros produtos da Amazon, trabalham mais de 100 horas extras todo mês em troca de um salário baixo.

A denúncia foi registrada pelo órgão de defesa China Labor Watch neste domingo (10). Em um dos exemplos mostrados no documento, os funcionários já chegaram a trabalhar por 14 dias consecutivos durante temporada de alta demanda.

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Segundo o documento, as investigações duraram nove meses e chegaram ao fim em abril deste ano. O período de trabalho aplicado na fábrica extrapola o limite do tempo permitido para horas extras na China, que deveria ser de apenas 36 horas ao mês. Além disso, o pagamento é sujeito a redução por penalidades de faltas ou por deixar o local mais cedo, com os funcionários sendo agredidos verbalmente caso façam isso.

O China Labor Watch também identificou outras violações, como treinamento de apenas oito horas para funcionários temporários, o que deveria totalizar ao menos 24 horas.

Esta não é a primeira acusação feita contra uma das fábricas da Foxconn, que já foi denunciada algumas vezes de exploração com longas horas de trabalho, salários baixos e ambiente não-seguro, resultando em consequências como rebeliões e suicídios. Recentemente, a empresa também foi descoberta contratando estudantes menores de idade como estagiários; eles trabalhavam 11 horas ao dia na fabricação do iPhone X.

Segundo um porta-voz da Amazon, as acusações estão sendo tratadas com seriedade dentro da companhia e medidas corretivas estão sendo aplicadas.

Fonte: CNET

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