AliExpress e Correios fecham acordo para acelerar entregas no Brasil
Por Marcelo Fischer |
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O AliExpress e os Correios renovaram o contrato de entrega de pedidos da plataforma no Brasil e assinaram um memorando para tentar acelerar as entregas durante as compras de fim de ano. Divulgado pela estatal nesta quinta-feira (8), o acordo foi firmado em setembro, na sede do grupo Alibaba, em Hangzhou, na China.
A iniciativa prevê planejamento conjunto para o período de maior movimento, que inclui a Black Friday e o 11.11, festival de compras realizado em 11 de novembro. Os objetivos anunciados são reduzir prazos, ampliar a capacidade de processamento de encomendas e melhorar as informações de rastreamento.
O comunicado, porém, não apresenta uma nova estimativa de entrega, metas numéricas de redução de prazo ou um calendário de implementação. As informações divulgadas ainda não permitem calcular quanto tempo o comprador poderá economizar.
O que o novo acordo prevê?
A renovação mantém o contrato utilizado para entregar encomendas do AliExpress aos consumidores brasileiros. Já o memorando de entendimentos, documento que estabelece compromissos de cooperação, trata da preparação das operações para o aumento sazonal de pedidos.
Segundo os Correios, o planejamento integrado terá como foco reduzir prazos, aumentar a capacidade de processamento e dar mais visibilidade ao acompanhamento dos pedidos. A divulgação não detalha quais mudanças serão feitas nos sistemas de rastreamento nem o volume adicional de pacotes que a operação poderá atender.
Como funcionava a parceria antes?
Os Correios já participavam da entrega de pedidos do AliExpress no país. Em maio de 2026, o Ministério das Comunicações informou que a estatal era a principal parceira logística da plataforma no Brasil havia cinco anos, segundo reportagem da Reuters.
Nas importações encaminhadas pela rede postal, a atuação dos Correios inclui transporte, registro da declaração aduaneira e atendimento ao destinatário. A empresa também apresenta as encomendas aos órgãos de fiscalização e, após a liberação e o cumprimento das exigências aplicáveis, realiza a distribuição até o comprador.
O consumidor já podia acompanhar essas etapas pelo rastreamento e pelo ambiente Minhas Importações. Esse sistema permite consultar exigências, enviar documentos solicitados e verificar eventuais pagamentos relacionados à entrada da mercadoria no Brasil.
As empresas também haviam assinado outro memorando em 28 de maio deste ano, durante uma missão brasileira à China. O documento previa investimentos em inovação logística, digitalização e rastreamento ao longo do trajeto, com atenção à “última milha”, a etapa final da entrega ao consumidor.
A estatal já alertava, em comunicado de 2024, que encomendas importadas também podem ser entregues por outros operadores logísticos. A renovação divulgada agora não informa que todos os pedidos do AliExpress passarão a ser distribuídos exclusivamente pelos Correios.
Para produtos enviados do exterior, a liberação continua sujeita à fiscalização aduaneira. Os Correios explicam que não têm autonomia para interferir nessa análise, o que limita a possibilidade de estabelecer um prazo de chegada apenas com base no novo acordo.