Publicidade

Ações de Big Techs derretem com guerra no Irã e dúvidas sobre IA

Por  | 

Compartilhe:
Anne Nygård/Unsplash
Anne Nygård/Unsplash

O setor de tecnologia registrou sua pior semana no mercado de ações desde o início do conflito no Irã. O índice Nasdaq acumulou uma queda de 3,23% na semana, marcando o recuo mais acentuado desde abril de 2025.

O movimento de venda dos papéis foi impulsionado pela alta nos preços do petróleo e por incertezas sobre o retorno financeiro dos investimentos em inteligência artificial (IA).

A desvalorização levou o Nasdaq 100 e o Dow Jones a entrarem oficialmente em território de correção, caracterizado por uma queda superior a 10% em relação ao pico recente.

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

Entre as Big Techs, a Meta liderou as perdas com um tombo de mais de 11%, seguida por Alphabet (Google), que recuou quase 9%, e Microsoft, com queda de quase 7%.

Impacto do petróleo e dúvidas sobre IA

O cenário macroeconômico foi pressionado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, onde passam cerca de 20% de todo o petróleo mundial diariamente.

Como nenhum navio não permitido pelo regime iraniano pode passar pelo local, o preço do barril de petróleo Brent atingiu a casa dos US$ 112. Antes do início do conflito, o valor estava na casa dos US$ 70.

O prolongamento da guerra aumenta o risco de uma nova onda inflacionária global, e as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o adiamento de ataques à infraestrutura de energia iraniana não foram suficientes para acalmar os investidores.

No recorte específico de tecnologia, o mercado passa por uma reavaliação. Investidores demonstram preocupação com as altas avaliações das empresas e questionam quando os bilhões investidos em infraestrutura de IA trarão lucro real.

Além disso, o setor de memórias sofreu uma rotação de capital, com ações da Micron caindo mais de 15% mesmo após a companhia reportar receita quase três vezes maior no trimestre.

Continua após a publicidade

A TSMC, maior fabricante de semicondutores do mundo, sofre com quedas constantes em valor de mercado devido à dependência de Taiwan das reservas energéticas que passam pelo Estreito de Ormuz.

Já a Meta enfrentou pressão adicional devido a duas derrotas judiciais recentes envolvendo a moderação de conteúdo no Facebook e no Instagram e negligência na forma como seus produtos são desenvolvidos.