Amazon pode começar a fazer entregas usando drones no Reino Unido em breve

Por Redação | 13.11.2014 às 11:40
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Mesmo enfrentando a pressão dos governos e até mesmo lutando contra leis que impedem o uso comercial de drones, a Amazon quer ir adiante com a sua ideia de ter o serviço de entrega mais rápido do mundo utilizando robôs. E parece que a primeira etapa prática dessa empreitada vai acontecer no Reino Unido, país onde a varejista estaria preparando sua primeira rodada de testes do serviço Prime Air.

A informação veio, na verdade, a partir de um anúncio de emprego, que procura um engenheiro para supervisionar os testes. Ele será o responsável por observar o funcionamento do drone em ambientes externos e internos, além de garantir a segurança de todos os envolvidos no experimento e planejar como o programa de entregas vai evoluir dali em diante.

No anúncio, a Amazon diz estar a procura de alguém que tenha experiência em testes desse tipo, seja com aeronaves tripuladas ou não, além de no mínimo cinco anos de experiência no campo da aviação civil ou militar. O Reino Unido não foi escolhido a toa pela companhia, já que a cidade de Cambridge, onde acontecerão os experimentos, também é casa da BAE Systems, uma das principais empresas do campo do reconhecimento de terrenos usando drones.

A companhia também parece estar montando toda uma equipe relacionada ao projeto na cidade. Além do já citado engenheiro, a Amazon também procura um gerente de projetos, desenvolvedores de softwares, administradores e líderes para compor um escritório do serviço Prime Air em Cambridge, tornando o local um dos quartéis-generais do serviço de entrega aérea.

É um grande movimento para algo que muita gente dizia não passar de uma mera brincadeira. Mais do que isso, para a Amazon, se trata de um grande passo para trabalhar em parceria com órgãos de regulação e governos na mudança ou afrouxamento das leis relacionadas ao uso de aeronaves não tripuladas.

Uma vez que o sistema estiver fechado e o funcionamento dele definido, fica mais fácil saber exatamente quais restrições afetariam os negócios da empresa e de que maneira elas podem ser modificadas levando em conta os interesses comerciais da empresa e as preocupações com segurança e utilização do espaço aéreo das cidades.