7 características de empresas orientadas a dados

Por Colaborador externo | 26 de Janeiro de 2017 às 13h05

Por Carlos Eduardo Salvador*

Todo mundo está falando sobre como se tornar uma empresa orientada a dados para melhorar a tomada de decisões e a gestão como um todo. Mas o que, afinal, significa ser uma empresa orientada a dados?

Aborda os problemas de maneira objetiva: “Ser orientado a dados é, antes de mais nada, ter como meta nas decisões corporativas a objetividade e estar sempre baseado em evidências,” afirma dr. Kirk Borne, principal cientista de dados da Booz Allen Hamilton. No seu prefácio para o livro Data-Driven Leaders Always Win (Líderes orientados a dados sempre vencem, em tradução literal), ele afirma que esse tipo de mentalidade engloba todo tipo de decisão em qualquer área do negócio – incluindo “produtos (fabricação, logística, colocação, precificação, e conteúdo social/móvel/de internet), processos (monitoramento, detecção, descoberta, previsão e otimização), e pessoas (funcionários, clientes, acionistas e possíveis novos clientes).”

Designa um defensor dos dados no comando: Diversas empresas orientadas a dados já reconhecem que precisam ter alguém responsável pela iniciativa de análise de dados na corporação. “O executivo responsável pode ter diversos cargos (e papéis) nas diferentes corporações, mas a sua importância é real. Pode ser o CDO (Chief Data Officer), o CDS (Chief Data Scientist), ou o CAO (Chief Analytics Officer),” afirma Borne.

São mais criativas na obtenção dos dados: Os departamentos podem estar com os dados jogados em um canto que eles não veem nenhum valor, mas que podem ser muito importantes para outras áreas. É tudo uma questão de pensar sobre todas as possibilidades disponíveis. De acordo com um relatório da McKinsey & Company “Normalmente as empresas já possuem os dados que precisam para resolver problemas de negócios, mas os gestores muitas vezes não sabem como podem usar essas informações para tomar decisões de crucial importância. Executivos da área de operações, por exemplo, talvez não visualizem o valor em potencial de dados sobre a atuação por dia ou por hora da fábrica e do atendimento ao cliente. Empresas orientadas a dados “incentivam uma análise mais ampla dos dados ao serem mais específicas em relação aos problemas e as oportunidades que precisam resolver.”

Todo mundo tem acesso a algum dado: Empresas orientadas a dados oferecem algum nível de acesso para vários níveis da sua força de trabalho. No entanto, “quase ninguém tem acesso a tudo,” escreve Satyen Sangani para a VentureBeat. “Há pouquíssimas empresas que permitem que todos sejam capazes de ver tudo.” Por mais que a segurança dos dados seja algo fundamental, “a maioria das empresas orientadas a dados é capaz de atingir um nível de maturidade em que conseguem criar processos de negócios para equacionar esse tipo de problema.”

Elas desenvolvem profissionais “renascentistas”: Em empresas orientadas a dados, executivos de análise são motivados a serem profissionais “renascentistas de várias maneiras, tendo profundo conhecimento das mais diversas disciplinas,” de acordo com análise publicada pela EY. “Os executivos na função de líderes em análises também precisam ter profundo conhecimento dos negócios, assim como uma disposição para inovar para serem capazes de levar ao mundo real as descobertas possibilitadas pelas análises.”

Elas colocam as pessoas em primeiro lugar: Análise de dados pode parecer algo frio e com foco em cálculos, mas, no seu núcleo, está o respeito pelas pessoas. Os líderes em análise “possuem competências avançadas em gestão de pessoas, na esfera relacionada aos dados e as análises,” de acordo com a EY. Empresas orientadas a dados também fornecem “programas robustos de treinamento que atendem a escassez potencial de certas competências.”

Elas incentivam uma mentalidade orientada para as análises: “O sucesso de uma empresa orientada a dados depende de criar uma mentalidade com foco nas análises e em permitir que os executivos de negócios se tornem melhores consumidores de análises,” conforme o relatório da EY sugere. “A disseminação da mentalidade de análise é mais eficiente quando as pessoas se sentem confortáveis com a ideia de análise. Os 10% do topo da empresa têm maior probabilidade do que seus pares de realizar seminários e workshops no escritório, matricular funcionários em treinamentos externos ou em coaching, e para oferecer mentoria por profissionais ou líderes especializados em dados e de análises.”

*Carlos Eduardo Salvador é gerente sênior de pré-vendas da Informatica.

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