Pequena desaceleração na rotação da Terra deve provocar grandes terremotos

Por Redação | 22 de Novembro de 2017 às 13h48
photo_camera NASA

Pesquisadores anunciaram que uma leve desaceleração na rotação da Terra pode causar graves impactos no planeta, como terremotos. Segundo os estudos apresentados no evento anual Geological Society of America, outros casos de "freadas" da Terra ocorridos nos últimos 100 anos podem ter relação com o aumento considerável de tremores de terra.

Roger Bilham, co-autor da pesquisa e geofísico da Universidade do Colorado em Boulder, contou em entrevista à fonte que foi feita a comparação de duas listas de registros, no caso, a de desacelerações da Terra e de terremotos ocorridos durante o último século.

Ele explica ainda que quando a Terra diminui a sua velocidade de rotação, o equador terrestre encolhe, mas como as placas tectônicas não diminuem com a mesma facilidade, suas bordas ficam apertadas, provocando o tremor.

Causas e efeitos

Em parceria com a também geofísica Rebecca Bendick, da Universidade de Montana, Bilham estuda a história dos terremotos classificados com magnitude 7 ou maiores, que ocorreram desde 1900.

Os pesquisadores contam que, em média, foram registrados 15 grandes terremotos ao ano, mas em alguns períodos, a Terra sofreu entre 25 a 35 tremores de terra com magnitude maior que 7 em apenas um ano. Foi quando a equipe descobriu que esses eventos aconteceram no mesmo tempo em que a terra girou de forma mais lenta.

A diminuição da velocidade é atribuída a padrões climáticos como o El Niño, correntes oceânicas e no núcleo fundido do planeta. Ou seja, quando os fluídos aceleram, a parte sólida fica mais lenta.

Mais terremotos em 2018

Com base nas informações coletadas, os pesquisadores alertam que a Terra está entrando em um período longo de desaceleração na rotação e, por isso, o próximo ano deve trazer mais terremotos. Para Bilham, nos próximos quatro anos a Terra deve vivenciar até 20 terremotos de magnitude 7 ou maiores. Mas, infelizmente, não há como prever quais serão as áreas afetadas.

Fonte: Live Science

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