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Expedição encontra formações estranhas em plataforma de gelo da Antártida

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Matt Palmer/Unsplash
Matt Palmer/Unsplash

Em expedição para a Antártida, uma equipe internacional de oceanógrafos investigou a base de grandes plataformas de gelo. Surpreendentemente, o grupo descobriu que essas bases não são lisas, mas escondem formações estranhas, com formatos que lembram lágrimas escorrendo. 

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As investigações se concentraram na parte submersa da Plataforma de Gelo Dotson, localizada na Antártida Ocidental. O bloco tem aproximadamente 50 km de largura e dá indícios de derretimento.

Com a participação de pesquisadores da Universidade de East Anglia (UEA), no Reino Unido, e da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, o estudo sobre as formações estranhas foi publicado na revista científica Science Advances.

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Explorando a Antártida

Para investigar o fundo da plataforma de gelo, os pesquisadores usaram um veículo operado remotamente (ROV), que mergulhou 17 km abaixo da geleira e viajou por mais de 1.000 km entre idas e vindas pelas águas congelantes da Antártida ao longo dos 27 dias da expedição, feita em 2022.

O submersível conseguia “escanear” o gelo acima dele com um sonar avançado, permitindo a identificação das formações estranhas na base, como relevos até então desconhecidos.

Segredos das plataformas de gelo

Segundo os autores, a plataforma derrete mais rápido onde as fortes correntes subaquáticas (mais quentes que o normal) provocam a erosão de sua base. Anteriormente, outros estudos já tinham apontado para este fenômeno, que não é previsto na maioria dos modelos sobre a velocidade de derretimento do gelo polar.

“O mapeamento [com o sonar] nos deu novos dados que precisamos analisar mais de perto. Está claro que muitas suposições anteriores sobre o derretimento da parte inferior das geleiras estão falhando”, afirmou Anna Wahlin, professora na Universidade de Gotemburgo e autora principal do estudo, em nota.

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Em paralelo, os oceanógrafos descobriram que a base das plataformas de gelo não é lisa, mas esconde formas assimétricas e arredondadas, como lágrimas. Em alguns casos, essas formações estranhas podem apresentar até 400 m de comprimento.

Os autores ainda analisam o que poderia provocar essas formações, mas, hoje, a principal hipótese é que podem ter sido formadas pelo fluxo de água sob a influência da rotação da Terra.

Buscando recolher mais dados sobre essas formações, a equipe retornou à plataforma de gelo com o ROV para criação de novos mapas em janeiro deste ano. Entretanto,  o contato com o submersível foi perdido, não sendo possível recuperá-lo. Por enquanto, não há uma nova data para a próxima expedição.