Estudo revela danos causados por gadgets e data centers ao meio ambiente

Por Natalie Rosa | 02 de Março de 2018 às 18h14
Schibsted

Smartphones e data centers serão as Tecnologias de Comunicação e Informação (TIC) mais nocivas ao meio ambiente até 2040, afirma um estudo publicado por Lotfi Belkhir, da escola de engenharia e tecnologia W Booth School.

Belkhir conta que a ideia da pesquisa surgiu em 2014, quando um aluno do seu curso de sustentabilidade e gestão o perguntou sobre o que significa sustentabilidade de software ele não soube responder.

As aulas ministradas pelo professor têm como foco mostrar aos alunos formas de pensamento criativas em ferramentas de sustentabilidade mas, até então, a aplicação era direcionada apenas para startups de hardware e não de software. Foi então que Belkhir começou a se informar sobre os rastros deixados pelas Tecnologias da Informação e das Comunicações de forma global.

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Resultados

Em parceria com Ahmed Elmeligi, ex-graduado da W Booth School e co-fundador da startup HiNT, o professor analisou as emissões de carbono dos dispositivos de consumo diário, como smartphones, tablets, notebooks, PCs, data center e de comunicação desde 2005. Com isso, foi descoberto que os softwares estão impulsionando ainda mais o consumo de TICs, causando um impacto nas emissões de uma forma mais abrangente que a esperada, sendo a sua maioria emitida por produções e operações.

Belkhir conta que havia percebido que o setor de TIC estava crescendo como um todo. "Para cada mensagem de texto, cada ligação, cada vídeo que você faz o download ou upload, existe um data center fazendo isso acontecer", conta. "Redes de telecomunicações e data centers consomem muita energia para atender a demanda de energia para servir os usuários e a maioria deles continuam sendo alimentados por eletricidade gerada por combustíveis fósseis. É o consumo de energia que não vemos", relata o professor.

As peças que mais exigem uma alta demanda de energia são os chips de smartphones e as placas-mãe, pois são compostos de metais que são extraídos por um alto custo. Além disso, os smartphones possuem uma vida curta, exigindo a fabricação constante de novos modelos, gerando muito mais resíduos.

Soluções

Belkhir diz que os centros de comunicação e dados precisam adotar fontes de energias renováveis e que o Google e o Facebook já começaram a funcionar desta forma. "Mas é necessário existir uma política para que todos os data centers sigam este caminho. E também não é sustentável ter um plano de subsídio de dois anos para smartphones", diz o professor.

Agora, o pesquisador acredita que seus alunos passarão a ter uma visão mais sustentável para o futuro, estando aptos para começar a mudança.

Fonte: Phys

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