Escurecer a luz do Sol é solução proposta para frear o aquecimento global

Escurecer a luz do Sol é solução proposta para frear o aquecimento global

Por Patrícia Gnipper | 27 de Novembro de 2018 às 09h12

Um dos maiores problemas que a humanidade enfrenta no século XXI é o aquecimento global, com a comunidade científica estudando e debatendo exaustivamente soluções capazes de reverter ou ao menos frear o processo, que não somente eleva a temperatura média do planeta, como causa o aumento do nível do mar e esgotamento de recifes de coral.

Agora, um grupo de cientistas divulgou um estudo em que sugere um método controverso capaz de escurecer a luz do Sol que atinge a superfície, reduzindo pela metade a quantidade de radiação solar que permanece dentro da nossa atmosfera. Para isso, a equipe propõe a propulsão de sulfatos na atmosfera superior.

A tarefa não seria nada fácil na prática, já que o material precisaria ser lançado a 20 quilômetros de altitude, na atmosfera superior, e em quantidades grandes o suficiente para o sucesso. Os pesquisadores preveem que algo do tipo custaria cerca de US$ 2,25 bilhões por ano para ser mantido, e poderia estar pronto para ser implantado dentro de 15 anos — caso seu desenvolvimento se iniciasse agora.

Mas uma coisa que o estudo não examina são potenciais efeitos devastadores que o "escurecimento do Sol" poderia causar em outras formas de vida, como, por exemplo, plantas e demais organismos que realizam fotossíntese. Esses seres poderiam ter dificuldades para sobreviver em um planeta Terra com menos luz solar, o que causaria consequências gigantescas a todo o ecossistema.

De qualquer maneira, ainda que encher a alta atmosfera de sulfatos e escurecer a luz Solar que nos atinge seja uma proposta radical e que possivelmente não será colocada em prática, o estudo pode nos dar outros pontos de vista com relação a soluções para o aquecimento global — afinal, o ambiente que suporta todos os tipos de vida na Terra é tão sincronizado quanto delicado, e a mudança mais insignificante que pareça pode gerar enormes consequências para todo o planeta, incluindo para nós, humanos, que fazemos parte da natureza e não estamos acima dela.

Fonte: TechRadar

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