Mark Zuckerberg faz discurso em universidade e defende a liberdade de expressão

Por Natalie Rosa | 17 de Outubro de 2019 às 22h50
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Na tarde desta quinta-feira (17), Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, fez um discurso na Universidade de Georgetown, em Washington D.C., sobre a liberdade de expressão. O executivo falou sobre o compromisso contínuo da empresa com o tema, afirmando que não pode compartilhar dos mesmos valores com as grandes companhias chinesas.

Em sua fala, Zuckerberg basicamente questiona que reguladores e empresas de tecnologia estão tentando determinar quais valores de países serão permitidos na próxima década, usando como exemplo os Estados Unidos e a China. O tema foi escolhido pelo CEO devido às várias críticas recebidas sobre a rede social, que surgem de grupos de direitos humanos e civis, e até de governos estrangeiros. Inclusive, o empresário foi bastante criticado pela decisão de não banir anúncios políticos que contam com informações duvidosas.

Imagem: Reprodução

A pressão exige que a rede social aplique restrições mais pesadas em relação ao discurso de ódio, desinformação e terrorismo, entre outros temas. Até o momento, o Facebook estava "em cima do muro", mas com o discurso de Zuckerberg fica claro que a companhia defende a liberdade de expressão a todo custo. "Dar voz a mais pessoas dá poder aos mais fracos e pressiona a sociedade a melhorar com o tempo", disse o executivo.

Zuckerberg aproveitou para alfinetar o aplicativo chinês TikTok:

"Há uma década, quase todas as maiores plataformas de internet eram americanas. Hoje, seis das 10 principais são chinesas. Estamos começando a ver isso em redes sociais também. Enquanto nossos serviços, como o WhatsApp, estão sendo usado por ativistas e protestantes de todo o mundo pela proteção de privacidade e forte encriptação, no TikTok, aplicativo chinês, menções a esses mesmos protestos são censuradas, mesmo se estão aqui nos EUA. É essa a internet que queremos?", desabafou.

Recentemente, surgiram deúncias de que a empresa ByteDance, que possui o TikTok, estava banindo qualquer crítica ao governo chinês no aplicativo. Buscado pela imprensa norte-americana, o TikTok negou as acusações de Zuckerberg, afirmando que as decisões de moderação nos EUA são feitas pela equipe local, e não são influenciadas pelo governo estrangeiro. "Nós não removemos vídeos com base na presença de conteúdos de protestos", esclareceu a empresa.

Assista ao discurso completo:

Fonte: Vice, The Verge

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