ZTE não pode mais comprar chips da Qualcomm após banimento dos Estados Unidos

Por Jessica Pinheiro | 16 de Abril de 2018 às 16h23
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A fabricante chinesa de smartphones ZTE está proibida importar produtos norte-americanos para fabricar seus dispositivos, de acordo com um anúncio feito pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Na prática, isso significa que empresas do país, como a Dolby e a Qualcomm, não poderão exportar nenhuma peça para a ZTE durante um período de sete anos.

A entidade alega que a ZTE falhou em defender um acordo de confissão depois de ter sido apontada como culpada no último ano por exportar peças para o Irã e Coreia do Norte ilegalmente. O acordo proposto visava repreender e negar bônus aos funcionários que agiram fora da lei nesta ação, mas a companhia não cumpriu com o combinado, entregando bonificações para os empregados. Além disso, a fabricante chinesa demitiu apenas quatro membros sêniores, e manteve mais 35 pessoas que também tinham violado leis.

De acordo com Wilbur Ross, Secretário do Comércio durante uma publicação oficial, a ZTE não puniu os membros como estava previsto, e, ao invés disso, os recompensou. Além desta parte do acordo, a companhia havia concordado que teria seus privilégios de exportação negados por sete anos caso falhasse em cumprir com o combinado, e é exatamente o que está acontecendo agora.

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Tensão internacional

Além dos Estados Unidos, a situação não está muito boa para a ZTE no Reino Unido também, uma vez que o Centro Nacional de Cibersegurança emitiu uma notificação para a indústria de telecomunicações alertando as empresas sobre os cuidados com o uso de equipamentos provenientes da fabricante chinesa. Na mensagem divulgada no Financial Times, a entidade até mesmo comentou sobre os riscos para a segurança nacional que o uso indevido dos componentes da ZTE podem oferecer.

Além disso, já que as peças da Huawei predominam no Reino Unido, agregar um fornecedor Chinês à lista de companhias filiadas pode limitar a intensidade por conta do risco de uma interfência externa.

O Centro Nacional de Cibersegurança ainda acrescenta que as sanções dos Estados Unidos contra a exportação para o Irã e Coreia do Norte foram decisivas para as punições e medidas tomadas. A Qualcomm, que indiretamente é atingida por conta das violões da ZTE, sofre com isto uma perda particularmente prejudicial, já que as opções de dispositivos no mercado dos Estados Unidos enfrenta uma restrição severa com estas ações.

As preocupações acerca de um possível ato de espionagem por parte do governo chinês crescem gradativamente, e esta resposta dos Estados Unidos pode apenas agravar o receio. A Comissão Federal de Comunicações ainda está considerando uma proposta que impediria as operadoras que terceirizam esses equipamentos de receber uma parte crucial do financiamento.

Fonte: The Verge

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