Uber é processada por discriminação racial e sexual

Por Redação | 26 de Outubro de 2017 às 09h18
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A Uber está enfrentando mais uma ação judicial nos Estados Unidos, novamente relacionada a discriminação racial e sexual. Três engenheiras de origem latina, Ingrid Avendano, Roxana Del Toro Lopes e Ana Medina, abriram um processo contra a empresa na corte da cidade de São Francisco, na Califórnia, alegando terem sido discriminadas devido à sua raça e gênero.

Das três, apenas Medina continua trabalhando para a empresa. Elas alegam não terem recebido bônus e pagamentos extras, além de terem sido deixadas de lado na consideração de promoções e pagamentos de salários. Os casos teriam ocorrido ao longo de mais de dois anos, com Avendano e Lopez deixando a empresa no início deste segundo semestre, quando a situação se tornou insustentável.

Enquanto alguns eram deixados de lado, outros, principalmente funcionários brancos ou asiáticos do gênero masculino, eram privilegiados no que as reclamantes citam como um sistema de ranqueamento “nada baseado em medidores válidos de performance”. Elas citam, também, discriminações com relação a minorias como negros ou descendentes de indígenas, que recebiam avaliações negativas intencionalmente.

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Além disso, o processo afirma que membros de minorias recebiam menos tarefas importantes, o que também dificultava seu avanço profissional. O resultado disso tudo era a manutenção de uma cultura que privilegiava apenas alguns grupos, dos quais os gerentes e executivos da companhia fazem parte, e deixavam todos os outros de lado. Elas citam outros casos de mulheres também perdendo benefícios e oportunidades dentro da Uber.

No processo, as reclamantes afirmam estarem em busca não somente de compensação, mas também de garantias de que a companhia começará a dar oportunidades iguais para todas as pessoas, de acordo com o trabalho que elas tenham desempenhado. A ideia é garantir que o pagamento seja igualitário, de forma a garantir chances a todos.

As reclamações foram levadas, inicialmente, a uma agência de questões trabalhistas do estado da Califórnia, o primeiro passo para o que, agora, é a abertura de um processo formal na Justiça. A Uber, entretanto, não se pronunciou sobre o caso.

A empresa vem passando por um longo processo de reorganização para, justamente, evitar problemas desse tipo. A saída do fundador e CEO Travis Kalanick foi apenas um desses passos, junto com mudanças em sistemas internos e também uma alteração nas relações com motoristas e passageiros, de forma a tornar o uso da plataforma mais seguro e justo.

Fonte: Reuters

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