Justiça dos Estados Unidos investiga Apple por violações antitruste

Por Thaís Augusto | 03 de Junho de 2019 às 22h30
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Depois de iniciar uma investigação contra os negócios de publicidade da Google, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ, na sigla em inglês) recebeu poder legal para investigar a Apple por supostas violações antitruste. Nesta prática anticompetitiva, empresas usam o poder de mercado para restringir a produção e aumentar os preços de seus produtos.

A informação foi divulgada pela Reuters nesta segunda-feira (3). Enquanto o DOJ investiga as duas empresas de tecnologia, a agência norte-americana Federal Trade Comission (FTC) também foi autorizada a investigar o Facebook e a Amazon.

Ainda não está claro quais ações o Departamento de Justiça está tomando em relação ao caso da Apple e nem qual será o foco do caso antitruste.

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Essa, porém, não é a primeira investigação antitruste contra a Apple. As autoridades descobriram que, entre 2010 e 2012, a empresa conspirou com grandes editoras para aumentar o preço fixo de e-books. Em 2016, a empresa começou a reembolsar os clientes que pagaram a mais pelo conteúdo.

Em 2016, Apple foi considerada culpada em outro caso antitruste

Além disso, a Apple enfrenta uma investigação na União Europeia, onde o streaming de música Spotify acusa a empresa de favorecer seu próprio aplicativo de música na App Store e cobrar taxas altas por cada assinatura que o Spotify recebe na loja virtual. A Suprema Corte também definiu no mês passado que vai analisar uma ação antimonopólio movida por compradores de aplicativos do iPhone.

A senadora e candidata democrata à Presidência, Elizabeth Warren, chegou a incluir a Apple em uma lista de empresas de tecnologia que deveriam ser desmembradas, no caso da Apple, por meio da divisão da App Store da empresa. "Ou eles administram a plataforma ou a loja virtual. Eles não conseguem fazer as duas coisas ao mesmo tempo", disse ela no início deste ano.

Mesmo assim, a Apple não enfrentou tanta reação pública negativa quanto várias outras grandes empresas de tecnologia. Até o presidente americano Donald Trump concentrou mais críticas para Google, Facebook, Twitter e Amazon. Enquanto isso, a Apple foi capitalizando os problemas de outras empresas para promover seus próprios produtos.

Fonte: The Verge

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