Ex-funcionário acusa Facebook de possuir cultura de trabalho racista

Por Rafael Rodrigues da Silva | 27 de Novembro de 2018 às 20h40
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No mesmo dia em que a Inglaterra divulga documentos internos sigilosos sobre o Facebook, um ex-funcionário da empresa publicou na rede social um memorando que ele havia enviado para seus colegas de trabalho no momento de seu desligamento da empresa, que ocorreu no começo do mês de novembro.

No texto escrito e publicado por Mark Luckie, ex-gerente de parcerias do Facebook, é abordado principalmente o racismo existente dentro da empresa contra funcionários negros, citando diversos incidentes em que esses funcionários foram chamados de “hostis” ou “agressivos” por seus colegas de trabalho durante uma discussão corriqueira, e também fala do “tratamento diferenciado” que os seguranças do prédio dispensavam a eles.

Luckie ainda deu detalhes de como o departamento de Recursos Humanos da empresa protegia aqueles em um nível hierárquico superior em casos de racismo, e de como aqueles que tiveram coragem de reclamar viram suas carreiras serem afundadas pela empresa.

Ainda que o Facebook assuma publicamente que precisa melhorar no quesito da diversidade de seus contratados, Luckie afirma que a empresa não tem feito praticamente nada para mudar esse quadro, e que isso o levou a pedir demissão, já que a cultura da empresa está tão infestada de preconceitos que ele já havia se cansado de protegê-la para seus amigos.

De acordo com dados divulgados pelo próprio Facebook, 8% dos funcionários dos setores de marketing e vendas são negros, mas apenas 2% dos cargos de liderança e 1% dos cargos técnicos são ocupados por esses funcionários, o que mostra que a empresa está longe de ser um modelo de “local de trabalho diversificado”.

Fonte: The Verge

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