CFO da Huawei está processando o Canadá por violação de direitos civis

Por Rafael Rodrigues da Silva | 04 de Março de 2019 às 17h30
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Depois de toda a polêmica em que foi envolvida durante o mês de dezembro, quando a polícia canadense a prendeu no aeroporto de Vancouver, a CFO da Huawei, Meng Wanzhou, está processando as autoridades do país por todo o constrangimento causado.

Na sexta-feira (1), mesmo dia em que a Justiça do Canadá confirmou que vai dar prosseguimento ao processo de extradição de Meng para os Estados Unidos, os advogados da executiva entraram com um processo civil contra o governo, os agentes de imigração e a polícia do Canadá pelo que alegam ser violações sérios nos direitos civis de sua cliente.

Meng alega que, antes de ser presa pela Polícia Montada Canadense (RCMP), os agentes de fronteira do país a confinaram, interrogaram e vasculharam todos os seus pertences sem mandado, usando uma justificativa falsa para segurá-la no local até que a polícia chegasse. O processo ainda afirma que a prisão de Meng foi arbitrária e não seguiu os procedimentos legais padrões, já que os policiais não explicaram para ela o motivo pelo qual estava sendo presa, dizendo apenas que ela tinha o direito de ficar em silêncio e só falar com a presença de um advogado.

A executiva foi presa em dezembro a pedido dos Estados Unidos, que possui um acordo de extradição com o Canadá. O país a acusa de ter enganado o governo estadunidense sobre as relações de duas subsidiárias da Huawei (a Huawei Device USA e a Skycom Tech) com o Irã, que está embargado pelos Estados Unidos de fazer qualquer tipo de operação comercial com outros países. Os Estados Unidos alegam que, além de furar o bloqueio comercial imposto no Irã, a Huawei também roubou da T Mobile uma tecnologia que a empresa utiliza para testar a durabilidade de seus aparelhos. Ao todo, o país possui 23 acusações criminais contra Meng.

Desde que a CFO foi presa, a relação entre a China, o Canadá e os Estados Unidos está bem estremecida, com o governo chinês considerando o ato como um incidente diplomático e acusando os países de incitarem uma “caça às bruxas” à Huawei, que já é a segunda maior fabricante de smartphones do mundo.

Apesar de prosseguir com o processo de extradição, ele está longe de chegar ao fim e, dependendo de apelações e decisões tomadas por juízes, pode se arrastar ainda por anos.

Fonte: BBC

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