Epic Games diz que voltaria a oferecer seus jogos na Steam, mas com uma condição

Por Rafael Arbulu | 26 de Abril de 2019 às 11h04
Epic Games

A Epic Games não está se acovardando da missão que é desafiar a hegemonia da Steam no mercado de distribuição digital de jogos: segundo o CEO da empresa, Tim Sweeney, a Epic poderia muito bem voltar a oferecer os seus jogos dentro da plataforma da Valve, sua principal concorrente no setor. Só que há uma condição: a Valve precisaria mudar a sua política de pagamento de receita aos desenvolvedores que atuam em sua loja.

Sweeney “desafiou” a Steam a se comprometer com uma política de compartilhamento de renda que oferecesse 88% do valor obtido aos desenvolvedores dos jogos e 12% para as plataformas, urgindo pela criação de um padrão de mercado. A Steam praticava o esquema de “70/30”, mas vem promovendo algumas mudanças, ainda que com “letrinhas miúdas”.

“Se a Steam se comprometesse com um compartilhamento de renda de 88% para todos os desenvolvedores e publishers sem as letras miúdas, a Epic rapidamente organizaria uma retirada de sua política de exclusividades (ainda honrando os compromissos com nossos parceiros) e consideraria colocar os seus próprios jogos na Steam”, disse o CEO ao responder a uma pergunta de usuário no Twitter.

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Desde que lançou a sua própria loja virtual, a Epic Games removeu os seus próprios jogos da Steam, além de assegurar diversos acordos de exclusividade para o seu marketplace: foi o caso com Borderlands 3, The Division 2 e o episódio final de The Walking Dead, para citar alguns. Tais exclusividades são temporárias e os jogos eventualmente vão chegar à Steam, mas algumas dessas ofertas permanecerão disponíveis apenas na Epic Games Store por até um ano.

Mais além, a Epic Games é dona da franquia Gears of War, um imenso sucesso nos PCs e no Xbox One; e do jogo mais popular do gênero battle royale, Fortnite, que aumentou o valor de mercado da empresa para US$ 15 bilhões.

A loja virtual da Epic Games vem se mostrando um melhor negócio para publishers e desenvolvedores que a Steam

“Tal movimento seria um momento glorioso na história dos jogos para PC, e teria um impacto enorme em outras plataformas por gerações a vir”, Sweeney disse em outro tuíte.

Ainda que seja a líder do setor de distribuição digital de jogos no PC, a Steam se mostrou incomodada com o crescimento rápido da concorrente, alterando suas políticas de remuneração. Os “70/30” ali em cima foram atualizados para dois pilares: jogos que obtiveram lucro mínimo de US$ 10 milhões ficarão com 75% desse valor, ao passo que jogos com faturamento maior que US$ 50 milhões, receberão 80%. Entretanto, a medida da Valve fez pouco para agradar os estúdios independentes, que enxergam na Epic Games Store um melhor negócio e, mais além, olham para outras opções do mercado. A plataforma Discord, por exemplo, não tem o mesmo poderio de marca da Steam ou da Epic, mas a sua política é ainda melhor que ambas, remunerando desenvolvedores em 90% do faturamento.

Sua vez, Valve.

Fonte: Engadget

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