Jogo se inspira em Pokémon GO para proteger animais da extinção

Por Redação | 22 de Agosto de 2017 às 09h31

Uma startup queniana se inspirou em Pokémon GO para lançar um olhar sobre os animais em extinção. Em Safari Central, game lançado nesta semana em versão preliminar e com desenvolvimento previsto para chegar ao fim em 2018, os jogadores podem encontrar bichos ameaçados pelas cidades usando a realidade aumentada para saber mais sobre eles e tirar fotos como se eles estivessem realmente no ambiente.

A iniciativa é da Internet of Elephants, do Quênia, mas o projeto conta com a parceria de diversas entidades internacionais, como a WWF (o que inclui seu braço brasileiro) e também o Instituto Pró-Carnívoros nacional. O Brasil também está representado com um dos seis animais presentes nessa primeira leva de Safari Central, com a onça pintada aparecendo ao lado de um elefante, lêmure, pangolim, urso-cinzento e rinoceronte.

Todos aparecem em versões cujos movimentos foram capturados diretamente de suas contrapartes reais. Atiaia, a onça brasileira, por exemplo, teve seus hábitos obtidos a partir de câmeras escondidas no Parque Nacional de Foz de Iguaçu, no Paraná, onde vive e é monitorada pelas organizações envolvidas no game. O mesmo vale para todos os outros bichos, com seus estilos de vida, sons, rugidos e tudo mais aparecendo de forma fiel no mundo real, através da realidade aumentada.

Safari Central coloca animais com risco de extinção no mundo real

Mais do que informar, a ideia da Internet of Elephants é criar conscientização. No caso da onça pintada apenas 1% de toda a espécie resta no mundo, com a destruição da Mata Atlântica sendo um dos principais responsáveis pela morte dos bichos. E o mesmo vale para os outros, com a caça predatória e a devastação de seus habitats naturais se tornando uma ameaça cada vez maior, que pode acabar varrendo a existência deles do planeta.

Nesta primeira etapa de Safari Central, a startup lançou também um concurso, que vai premiar o criador da melhor foto com um dos animais do game com uma viagem de sete dias para o Quênia, onde ele e mais um acompanhante poderão viver a experiência real de um safari. Desafios semanais também dão prêmios como pôsteres dos animais presentes no título, com fotos ou imagens originais e autografadas pelos artistas ou fotógrafos responsáveis.

O aplicativo é gratuito, mas também permite o uso das microtransações para a realização de doações para as instituições envolvidas. Além do Instituto Pró-Carnívoros, do Brasil, também fazem parte a Ol Pejeta Conservancy e a Space for Giants, do Quênia, as americanas Chicago Zoological Society e Conservation International, e a Tswalu Foundation, da África do Sul.

O game nasceu a partir de um projeto no Kickstarter, lançado em julho deste ano. Em poucas semanas, a iniciativa acumulou mais de 300 apoiadores e chegou rapidamente à meta de US$ 80 mil para desenvolvimento. Agora, Safari Central pode ser baixado de graça na Apple App Store e na Google Play Store.

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