Vídeos holográficos e dados táteis estão entre as novas possibilidades da 5G

Por Carlos Dias Ferreira | 14 de Setembro de 2018 às 18h10

A 5G pode ser um padrão ainda relativamente distante das terras tupiniquins, mas no caso dos EUA é algo logo ali na esquina. O país deve ser um dos primeiros a implementar uma rede 5G plenamente operacional, de forma que resta agora captar a atenção dos consumidores para o tipo de “magia” high tech que apenas deve ser possível com a nova tecnologia – novidades envolvendo sobretudo a holografia e formas de entretenimento mais imersivas.

Para tanto, uma parceria entre a Voxon Photonics e as operadoras de telefonia Sprint e Verizon aproveitou a última edição da feira Mobile World Congress Americas. Conforme reportou o site Mobile Time, nos stands de ambas as companhias era possível contemplar em primeira mão uma transmissão de vídeo holográfico em tempo real.

De um lado, uma câmera com dotada de raios infravermelhos capturava os dados volumétricos de um objeto; de outro, um espectador podia visualizar o holograma e rodopiá-lo à vontade utilizando um controle. A aplicação é considerada de suma importância para a telemedicina — prática que consiste em executar treinamentos e procedimentos médicos à distância.

No stand da Verizon também era possível experimentar os primeiros passos da internet tátil. No caso, os visitantes podiam controlar remotamente o braço de um robô industrial, incluindo a possibilidade de sentir as ranhuras de uma placa de metal nas pontas dos dedos.

Entretenimento do futuro

O stand da Sprint também trazia uma solução que deve se tornar particularmente popular durante as próximas edições da Copa do Mundo. Munido de um óculos de realidade virtual, um espectador pode assistir a uma partida de futebol de qualquer parte do mundo como se estivesse presente no estádio — o que não apenas é futurístico, mas também deve representar uma forma mais barata de “comparecer” a diversos eventos esportivos ou artísticos.

Independentemente de a aplicação ser médica, industrial ou voltada ao entretenimento, é fato que propostas como essas necessitarão de uma largura generosa de banda, com conexão de baixa latência. No caso dos EUA, isso deve se tornar progressivamente uma realidade ao longo do primeiro semestre de 2019, período que deve comportar a implementação das novas redes 5G.

Fonte: via Mobile Time

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