Google pode virar rival do Twitter no quesito notícias em tempo real

Google pode virar rival do Twitter no quesito notícias em tempo real

Por Alveni Lisboa | Editado por Douglas Ciriaco | 13 de Outubro de 2021 às 12h31
Reprodução

As redes sociais são hoje uma das principais formas de divulgação de notícias de última hora: no Twitter ou no Instagram, por exemplo, as pessoas podem divulgar um fato em poucos segundos até tomar proporções imensas. Hoje, o buscador do Google conta com duas ferramentas para ajudar na informação das pessoas, o feed de redes sociais e o Google Notícias, mas isso não parece suficiente para a companhia.

A plataforma de pesquisas pode apresentar em breve um recurso chamado "Big Moments" (Grandes Momentos, em tradução livre) para mudar a forma como as pessoas consomem materiais noticiosos. No cenário atual, a empresa costuma listar assuntos de interesse do usuário nos portais em que mais acessa, mas isso não significa que este seja um texto "quente", um material sobre um fato que acabou de ocorrer.

Hoje, o Google tenta organizar as notícias mais importantes e recentes, mas não exibe as informações em ordem cronológica ou intuitiva (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

Na prática, essas notícias mais instantâneas podem acabar se perdendo em meio a tantos artigos do seu interesse, o que pode fazê-lo ficar desatualizado sobre os fatos da última hora. Nas redes sociais, você consegue acompanhar o desenrolar de fatos com hashtags ou com o próprio direcionamento do algoritmo, criado para mostrar mais e mais conteúdo relacionado, mas o buscador é um pouquinho diferente nesse sentido.

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A ideia do Big Moments é fornecer atualizações em tempo real sobre algo em andamento, com a possibilidade de ver todo o contexto histórico desde o início até as últimas informações, como estatísticas de mortes e feridos em um acidente ou a quantidade de votos apurados durante um processo eleitoral. Toda essa contextualização permitirá ao usuário saber tudo sobre aquele fato de modo organizado e na ordem correta, o que facilita a compreensão.

Uma dose de humanidade às máquinas

O objetivo do Google é inserir um pouco mais de inteligência humana no processo atualmente gerenciado por seu algoritmo, pela IA e pelo aprendizado de máquina. Possivelmente, haverá uma equipe responsável por detectar fatos relevantes, baseados no aumento das pesquisas ou dos portais noticiosos, para construir uma espécie de hub de informações específicas, como já ocorre com as mudanças climáticas e a Covid-19.

O Twitter faz uma função semelhante à ideia do Google, porém focada apenas nos tuítes produzidos por perfis na plataforma (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

Essa atitude, contudo, pode colocar a gigante contra a parede para estabelecer critérios do que pode ou não ser considerado um evento importante. Haverá algum manual com checklist ou ficará a critério dos editores definirem isso? Seria a Conferência do Clima tão importante quanto o Fórum de Davos? As prévias eleitorais de um partido terão o mesmo tratamento dado ao seu opositor?

Por enquanto, tudo ainda está em fase de testes, não há uma data definida para lançamento e não está claro se isso chegaria apenas no idioma inglês ou seria expandido para todas as nações. O fato é que a empresa pode começar a implantar essa nova política nos resultados da pesquisa e no Google News de forma experimental em algumas semanas.

Fonte: The Information  

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