Google é acusado de criar ferramenta para monitorar reuniões de funcionários

Por Rafael Arbulu | 24 de Outubro de 2019 às 12h51
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Os funcionários do Google em Mountain View, Califórnia, não estão nada felizes com uma nova ferramenta instalada em todos os computadores da empresa. Trata-se de uma extensão para os recursos corporativos de calendário, na qual a gestão da empresa é notificada caso seja marcada uma reunião que ocupe 10 salas ou tenha mais de 100 funcionários envolvidos.

O motivo do descontentamento vem de uma percepção dos colaboradores de que a novidade, na verdade, tem a função de monitorar pessoas que tentem organizar esforços de discussão das condições trabalhistas. Ao final de 2018 e ao longo de 2019, o Google foi alvo de protestos de seu corpo de funcionários em relação a situações internas da empresa, como leniência em casos de assédio moral e sexual conduzidos por grandes executivos.

A informação vem de um memorando de funcionários obtido pela agência de notícias Bloomberg, que prontamente questionou a gerência do Google sobre o assunto. A empresa negou enfaticamente, chamando a suspeita de “categoricamente falsa”:

“Esse é apenas um lembrete que pede que as pessoas tenham consideração pelas outras antes de adicionar automaticamente uma reunião nos calendários de um grande número de funcionários”, disse a empresa em um comunicado. O Google ainda disse que o recurso — uma extensão do Chrome para os funcionários — tem a intenção de coibir eventuais aumentos de spam de calendários, não coleta nenhuma informação que torne o remetente identificável e foi aprovada pelos processos internos de segurança, jurídico e privacidade.

A notícia vem em meio à percepção negativa de que o Google busca retaliações com funcionários que coloquem à mesa discussões sobre condições de trabalho: a gigante de Mountain View já foi internamente questionada sobre seus projetos em inteligência artificial (e chegou a extinguir um comitê interno sobre o assunto), além de, supostamente, forçar duas funcionárias organizadoras do projeto #GoogleWalkout4Change a se demitirem mediante pressão de seus gestores.

A empresa vem negando todas as acusações.

Fonte: Bloomberg

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