Como evitar que conteúdos inapropriados cheguem às crianças?

Por Colaborador externo | 26 de Junho de 2019 às 07h30

*Por Nathalia Pontes

O índice de acesso de crianças e adolescentes à internet é impressionante: já são 85% deles que navegam pelas redes, de acordo com pesquisa realizada pela Cetic.br. E, como sabemos, o mundo virtual é um cenário à parte, no qual temos a possibilidade de ter contato com os mais variados conteúdos. 

E é justamente aqui que mora o perigo para as crianças. Vivemos a era da viralização dos conteúdos. Assim que entra na rede, se um vídeo cai no gosto das pessoas, rapidamente ele ganha um alcance imensurável, podendo chegar a milhões de compartilhamentos e visualizações. E entre esse público estão os pequenos, vulneráveis a terem acesso ao que não é apropriado para a idade deles.

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Mas, afinal, como garantir uma curadoria eficiente? Uma pesquisa britânica apontou que mais de 40% das crianças fazem uso de tecnologias sem nenhuma supervisão dos pais. E essa prática pode fazer com que os pequenos tenham acesso a conteúdos inapropriados, tornando-se uma vilã.

O primeiro passo para isso é a chamada educação digital. Pais e responsáveis devem ensinar as crianças a navegarem pela internet e a usarem as ferramentas digitais da melhor maneira possível e, sempre, respeitando as indicações de faixa etária. Assim, podemos caminhar para um segundo momento: o direcionamento para tudo o que é adequado. Hoje o mercado conta com uma gama de produtos específicos e direcionados para as crianças, que podem ser o melhor caminho quando ainda são muito pequenos e não têm discernimento para a escolha do que vão acessar.

É parte do trabalho dessas plataformas selecionar e incluir apenas o que é pertinente para as crianças, por isso vale aqui um recado: os responsáveis são os maiores encarregados de disponibilizar as melhores ferramentas para os pequenos. Por isso, é importante pesquisar e estudar sobre todas elas antes de optar por alguma.

Diante disso, também vale uma reflexão: a responsabilidade é dividida entre os pais e as plataformas? Sim! Os pais têm o papel de escolher o melhor caminho, mas as empresas também são tão responsáveis quanto. Os produtos digitais devem ter um crivo bastante rigoroso com relação ao que vão disponibilizar, e isso é realmente algo que deve ser levado a sério neste segmento. É uma grande responsabilidade produzir conteúdo para crianças.

Por fim, precisamos entender que é preciso respeitar a idade e fase de desenvolvimento de cada criança. O aprendizado leva um tempo diferente para cada pequeno e isso deve ser levando em consideração na hora de escolher um produto digital. E, apesar das controvérsias, saiba: celulares podem ser muito mais do que "chupetas digitais", eles podem ser grandes aliados no desenvolvimento cognitivo dos pequenos. Pense nisso!

*Nathalia Pontes é especialista em Pesquisa & Desenvolvimento Educacional na PlayKids. Mestranda em Psicologia da Educação pela PUC-SP, especialista em Gestão de Negócios e Inteligência de Mercado pela FIA/USP, Psicopedagoga e Escritora.

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