Anúncios do YouTube estão minerando criptomoeda Monero em PCs de usuários

Por Wellington Arruda | 29 de Janeiro de 2018 às 17h24
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Quem tem acompanhado o mercado das criptomoedas nos últimos meses pode até estar curioso sobre a situação, mas também já deve ter percebido que o assunto vai render mais algumas boas notas nos próximos meses. Mas, seguindo essa onda de mineração, quem acabou entrando na onda foi o YouTube, ou os seus anúncios, que estão sendo utilizados para a prática ilegal.

Os atacantes, como informado pelo ArsTechnica e descoberto pela TrendMicro, usam espaços de anúncios do YouTube que aproveitam exatamente as CPUs dos telespectadores. E eles usavam a própria plataforma de anúncios Google DoubleClick para conseguir a façanha, com anúncios espalhados globamente em países como Japão, França, Itália e Espanha.

Foi revelado também que a Coinchive, um provedor popular para esse tipo de tecnologia, fornecia o código para manter tudo em funcionamento. Por outro lado, a Coinchive informa ao ArsTechnica que, de fato, fornece soluções de script que fazem uso de até 80% da CPU de um visitante, mas deixa alguns recursos livres para o funcionamento "normal" das máquinas.

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Segundo a TrendMicro, a mineração da moeda Monero é feita deste modo desde o dia 18 de janeiro, e um representante da Google informa que a empresa já sabia das operações. A Google, é claro, informa que "estes anúncios foram bloqueados em menos de duas horas [depois de entrarem no ar] e os atacantes maliciosos foram rapidamente removidos da plataforma". Em alguns casos, os blocos de anúncios eram exibidos em branco, mas em outros eles mostravam propagandas falsas de soluções antivírus.

Usar o YouTube como forma de se beneficiar da mineração de criptomoedas é uma prática um tanto quanto inteligente por parte dos atacantes. Se um usuário assiste a um vídeo de 40 minutos enquanto o script está rodando, isso quer dizer que a mineração pode funcionar de maneira substancial. E como muita gente gasta horas e horas no YouTube, tá aí uma fórmula perfeita.

Só que, como cita a própria Google, isso vai de encontro com suas políticas e é uma prática ilegal. Assim como já fez com os primeiros atacantes, a Google vai continuar bloqueando e banindo esses usuários no futuro.

Fonte: ArsTechcnica

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