Amazon paga influenciadores por vendas obtidas em programas de afiliados

Por Rafael Arbulu | 10 de Janeiro de 2019 às 16h11
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A Amazon quer que seus influenciadores favoritos lhe empurrem produtos. Nos últimos dois anos, a gigante varejista tem mantido uma espécie de programa de afiliados, onde youtubers, personalidades do Instagram e Facebook e outras webcelebridades ganham uma comissão em cima das vendas feitas por produtos linkados em seus canais de influência pública.

A grosso modo: um youtuber posta um link de algum produto na Amazon e, se você comprar o produto em questão após clicar neste link, parte do valor pago vai para o bolso do youtuber em questão. Para adicionar credibilidade à ação, cada influenciador possui uma landing page própria, customizada com os seus motivos visuais, como se ele próprio tivesse uma loja dentro da grande rede varejista.

Não há nada intrinsicamente errado com a ação — empresas rodam programas de afiliados com influenciadores desde que a internet é a internet —, mas é curioso o fato de que justamente este, conduzido pela Amazon, tenha passado abaixo do radar. Especialmente quando nomes grandes, como Mark Cuban, Jillian Michaels e Justine Ezarik (conhecida como “iJustine”) participam dele.

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Amazon tem programas dedicados a influenciadores para review e curadoria de produtos

As informações vêm de uma série de documentos vazados e publicados pelo site Business Insider, que também indica que uma expansão do programa esteja a caminho: no último bimestre, a empresa abriu o leque de requisitos mínimos para que influenciadores participassem, permitindo que até mesmo pessoas com pouco volume de seguidores, mas uma base fiel deles, pudessem se inscrever por meio de formulário em uma página específica — desde algumas centenas, até milhares ou milhões de fãs. O programa é aberto, embora a Amazon tenha abordado alguns influenciadores diretamente.

"A Amazon está tomando uma abordagem realmente agressiva, tentando fazer com que o máximo de influenciadores entrem no programa e tragam suas audiências, direcionando tráfego para as suas lojas”, disse Krishna Subramanian, co-fundadora da firma de marketing de influenciadores Captiv8. "É quase igual ao modelo antigo de propaganda. Antes, eram as editoras e websites que direcionavam esse tráfego. Agora, essas lojas ficaram tão grandes que precisam de indivíduos para isso".

Justine Ezarik, conhecida como "iJustine", é uma das youtubers participantes do programa de influenciadores da Amazon (Foto: Michael Tullberg/Getty Images)

O Programa de Influenciadores da Amazon é muito similar ao seu programa de afiliados — este, mais conhecido. A diferença entre ambos é a de que o modelo afiliado é mais voltado ao anúncio em sites e produtores de conteúdo com grande tráfego, como Buzzfeed, New York Times e o próprio Business Insider. Com os influenciadores, o esforço é um pouco mais alongado: além de postar os links para fronts de lojas virtuais dentro do ambiente da Amazon, um youtuber dedicaria, por exemplo, um vídeo com detalhamento ou review de um ou mais produtos. É uma aposta maior em “curadoria”, e não apenas o anúncio do produto em si.

A Amazon declinou comentar o caso quando questionada.

Fonte: Business Insider

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