AirBnB estaria sendo usado para atividades ilegais, diz senadora dos EUA

Por Redação | 17 de Abril de 2014 às 11h35

O AirBnB chegou para mudar a forma como as pessoas viajam por aí, permitindo que elas aluguem quartos e apartamentos por temporada, muitas vezes por valores menores que hotéis. Essa facilidade, no entanto, já vem sendo usada para fins ilícitos, com a senadora norte-americana Liz Krueger afirmando que quartos locados pelo serviço vêm sendo usados para facilitar a prostituição.

A legisladora do estado de Nova Iorque afirma isso em um texto do jornal New York Post, no qual uma garota de programa afirma que os quartos alugados pelo AirBnB geram uma economia de US$ 200 a US$ 300 por noite. Outro caso é o de uma mulher que, supostamente, teve seu apartamento transformado em cena de crime quando uma prostitua foi esfaqueada lá após uma briga pelo valor do trabalho. Após encontrar sua casa suja, com lenços de papel e camisinhas espalhadas, ela foi levada a um hotel por representantes do próprio serviço, que a recompensaram pelos danos.

Krueger teme que o sucesso da rede como facilitador de prostituição possa, por exemplo, levá-la a ser usada também para outras atividades ilegais, como o tráfico de drogas ou a jogatina ilegal. O caráter temporário de tais locações, segundo ela, seria perfeito para atividades do tipo e, como toda a operação é feita pela internet, o rastreamento dos responsáveis fica mais difícil. Além disso, ela também cita o incômodo aos vizinhos devido à grande circulação de pessoas estranhas.

A senadora já é inimiga do que ela chama de “locadores de curto prazo” desde 2010, quando apoiou legislações voltadas a regulamentar esse mercado. Para ela, o uso do AirBnB para fins de prostituição era uma consequência óbvia, já que os prédios residenciais estão sendo transformados em quartos de hotel pouco regulados e muito mais discretos, que facilitam esse tipo de prática.

Krueger, porém, não deseja ver o fim do serviço. Pelo contrário, ela solicita que o AirBnB regularize sua atuação e trabalhe de forma mais ativa com a imprensa e suas relações públicas, de forma a evitar que as pessoas cheguem em casa e encontrem prostitutas em seu apartamento. Além disso, pede mais responsabilidade da empresa na hora de informar seus usuários sobre os riscos da sublocação, já que essa é uma prática que pode, muitas vezes, gerar até despejos.

Além disso, a senadora também afirma que o negócio do AirBnB viola as leis de zoneamento do estado ao transformar áreas residenciais em locais de negócio. Sob o pretexto de oferecer opções mais baratas e fáceis de hospedagem, diz ela, o serviço acaba ignorando as regras locais e perturbando a vida de outros moradores. “Os executivos [da companhia] não se importam porque não vivem em prédios usados pela rede”, conclui ela.

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