Usar uma IA própria ou soluções do mercado: o que vale a pena para uma empresa?
Por Felipe Szatkowski | •

A adoção de inteligência artificial se tornou um fator inegociável em empresas: é necessário aplicar soluções de IA em diferentes níveis para garantir eficiência e inovação tecnológica. A dúvida, no entanto, reside em adotar ferramentas já existentes no mercado ou desenvolver soluções próprias.
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As principais Big Techs do segmento já contam com soluções adaptadas para empresas, como é o caso do ChatGPT Enterprise e o Gemini Enterprise. As plataformas de nuvem que já abastecem alguns dos serviços empresariais podem fornecer acesso a modelos e agentes com base nos dados da companhia, em estrutura segura.
Por outro lado, soluções proprietárias podem trazer resultados ainda mais personalizáveis e direcionados com o objetivo de cada empresa. Não é simples construir um LLM do zero, mas equipes podem recorrer a modelos de código aberto, como o DeepSeek, ou às APIs de outras companhias, cada vez mais variadas e com opções de melhor custo-benefício.
Qual caminho seguir?
Cada opção possui prós e contras. Adotar uma solução “pronta” pode garantir escalabilidade e maior custo-benefício, especialmente considerando o valor por tokens ou a distribuição pelo número de colaboradores da empresa.
No entanto, a medida também pode criar uma “dependência” com modelos específicos de IA, sem abertura para a adesão de concorrentes no segmento.
Seguir com o caminho de um modelo proprietário traz soluções mais personalizadas e pode reduzir as alucinações, mas também exige um investimento inicial maior para desenvolver as bases de dados e manter os sistemas atualizados conforme a evolução do mercado.
Como manter uma vantagem competitiva
O importante é analisar qual das soluções faz mais sentido para empresa a curto, médio e longo prazo. Vale lembrar que o mercado de IA generativa passa por evoluções muito rápidas nos últimos anos, então é sempre importante ficar de olho nas inovações para evitar estagnação.
A tecnologia também passa por um processo de “comoditização”: se toda empresa tem acesso às mesmas ferramentas, como se diferenciar no mercado? O CEO da Microsoft, Satya Nadella, já chegou a afirmar que “os modelos sozinhos não bastam”.
A vantagem competitiva surge em como aproveitar essas ferramentas e criar soluções adaptadas para o próprio negócio. Os dados proprietários devem se tornar um ativo estratégico, sempre refinados para manter a identidade da marca.