Serviços como Netflix querem usar a IA para criar uma conexão emocional com você

Serviços como Netflix querem usar a IA para criar uma conexão emocional com você

Por Rui Maciel | 29 de Julho de 2019 às 18h30

Que serviços de streaming usam a Inteligência Artificial (IA) para aperfeiçoar a função de recomendações de seu acervo, isso não é novidade. Até porque, quanto mais personalizado forem as sugestões de filmes, mais tempo o usuário fica dentro da plataforma. Mas, agora, eles querem usar a IA em um outro patamar, para criar uma conexão emocional com você.

Segundo matéria do site Business Insider, empresas como Netflix, Amazon Prime e o Disney+ estão utilizando o aprendizado de máquina para entender por que as pessoas são emocionalmente atraídas por conteúdos específicos - sejam aqueles que levantam o seu astral, seja os títulos mais dramáticos, ou aqueles filmes/séries de ação que aumentam a sua adrenalina.

"Os seres humanos são realmente incríveis - especialmente quando conversamos com eles pessoalmente e podemos analisar suas pistas visuais e auditivas, dicas gráficas, linguagem corporal e todo tipo de coisa", disse Joe Inzerillo, diretor de tecnologia da Disney Streaming Services. "Com a ajuda da Inteligência Artificial, continuamos nos aproximando cada vez mais da compreensão do que compõe esse fenômeno".

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Atualmente, os algoritmos já criam conexões entre as maneiras pelas quais as pessoas interagem com o conteúdo em plataformas de streaming de vídeo e os atributos do conteúdo em si. Isso envolve diversos elementos da narrativa, como os arcos de histórias, as viagens existenciais dos personagens e gêneros do conteúdo em si. Tudo isso permite que o aprendizado de máquina entenda melhor os nossos gostos.

Inzerillo diz que o objetivo da Disney é descobrir novas dimensões de seu conteúdo, ao longo do tempo. E isso inclui não apenas o Disney +, que chega ao grande público apenas em novembro, mas também outras plataformas de streaming do conglomerado, incluindo o ESPN Plus (no Brasil ESPN Watch) e o Hulu.

O executivo diz ainda que esse processo de análise é semelhante ao que foi feito pelas empresas de tecnologia, que aprenderam sobre como as pessoas interagem com computadores, desde os dias "pré-mouse" até hoje, onde um gesto em um iPad ou um comando de voz para um alto-falante inteligente pode ajudar tanto os PCs, quanto empresas e anunciantes a entenderem as pessoas.

Fonte: Business Insider

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