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Pais trocam fotógrafo escolar pelo ChatGPT, mas economia cobra em privacidade

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mulher fotografando uma criança
Reprodução/Geoff Oliver/Unsplash

Pais estão usando o ChatGPT para criar fotografias escolares dos filhos e economizar com os serviços de fotógrafos profissionais. A prática viralizou nas redes sociais, especialmente no TikTok, mas também levantou preocupações sobre a privacidade das crianças e o uso de suas imagens por ferramentas de inteligência artificial (IA).

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Segundo uma reportagem da Fast Company, repercutida pelo Futurism na última terça-feira (6), famílias nos Estados Unidos estão recorrendo à tecnologia para substituir os tradicionais retratos feitos pelas escolas.

De acordo com estimativas da empresa de fotografia Capturely, os pacotes escolares custam, em média, entre US$ 25 e US$ 60 (cerca de R$ 130 a R$ 310), enquanto fotografias individuais podem chegar a US$ 125 (aproximadamente R$ 650).

Como os pais estão usando o ChatGPT?

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Um dos casos que ganhou repercussão foi o da influenciadora Carlie Bond, que publicou um vídeo mostrando como utilizou o ChatGPT para produzir as fotografias escolares de seus três filhos.

Primeiro, ela fotografou as crianças com o celular, posicionando-as diante de uma parede lisa. Depois, enviou as imagens ao chatbot e pediu que ele mantivesse as características originais, mas transformasse os registros em retratos escolares.

A inteligência artificial adicionou um fundo em degradê, semelhante aos utilizados por empresas especializadas nesse tipo de fotografia.

Nos comentários, outros pais elogiaram a alternativa, principalmente pelo custo dos pacotes profissionais. Um usuário afirmou que gastaria quase US$ 170 (cerca de R$ 880) para adquirir os arquivos digitais das fotografias de seus quatro filhos.

A prática, porém, também recebeu críticas. Algumas pessoas relataram que o ChatGPT altera características físicas durante a edição, mesmo quando recebe instruções para preservar a aparência original.

Além disso, outras famílias estão utilizando a tecnologia para remover marcas d'água das prévias disponibilizadas por fotógrafos profissionais, evitando o pagamento pelas versões definitivas.

Essa segunda prática também pode representar uma violação de direitos autorais, já que as fotografias continuam protegidas mesmo quando são disponibilizadas para visualização.

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Quais são os riscos para a privacidade das crianças?

O principal alerta envolve o envio de fotografias de menores de idade para plataformas de inteligência artificial.

Ao carregar uma imagem no ChatGPT, o usuário compartilha o arquivo com os sistemas da OpenAI, responsável pela ferramenta. Dependendo das configurações da conta, esse conteúdo pode ser utilizado para aprimorar os modelos de IA da empresa.

Segundo a política de uso de dados da OpenAI, usuários de contas pessoais podem impedir que novas conversas sejam utilizadas no treinamento dos modelos.

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Para isso, é necessário acessar as configurações do ChatGPT, entrar em "Controles de dados" e desativar a opção "Melhorar o modelo para todo mundo".

Outra alternativa é utilizar os chats temporários, que não são usados para treinamento enquanto permanecerem nesse modo. A OpenAI informa, porém, que essas conversas ainda podem ser armazenadas por até 30 dias por motivos de segurança.

Existe também uma diferença entre impedir o treinamento e excluir os arquivos enviados. Segundo a documentação da empresa, imagens armazenadas na Biblioteca do ChatGPT precisam ser excluídas separadamente, mesmo que a conversa original tenha sido apagada.

O risco merece atenção especial quando envolve fotografias de crianças, já que as imagens podem revelar características físicas e outras informações pessoais dos menores.

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