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Inteligência Artificial na gestão pública otimiza receita sem aumentar impostos

Por Colaborador externo | 25 de Março de 2019 às 10h50
Jirsak/DepositPhotos

*Por Guilherme Tossulino

Quando ouvimos ou lemos artigos e notícias falando da Inteligência Artificial, ainda temos dúvidas e pouco conseguimos ver a sua aplicação na prática. Mas, na verdade, a Inteligência Artificial já é utilizada por diversos sistemas que aos poucos vão ganhando mais espaço. Com a evolução dos softwares como serviço em nuvem (SaaS), passamos a ter acesso a produtos e sistemas extremamente sofisticados por meio de assinaturas mensais, com o custo de poucas dezenas de reais. Isso torna o acesso a tecnologias emergentes cada vez mais democrático e popular.

A agilidade, transparência e eficiência na gestão pública não são uma opção ou um luxo na atualidade. São uma necessidade imediata, aclamada pela sociedade que cobra uma redução dos gastos ao mesmo tempo que exige uma melhor e mais ampla prestação dos serviços públicos. Parece um paradoxo, mas, na verdade, é um cenário muito realista e justo de ser cobrado pelo que se entrega versus o que se paga de impostos.

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Nesse sentido, vimos na última campanha eleitoral o tema da digitalização dos serviços públicos sendo ainda mais debatido, prometido e discutido. Certamente, a tecnologia é um meio para gerar mais eficiência e transparência. E, com o apoio da Inteligência Artificial, pode-se potencializar a análise de grandes bases de dados. Um primeiro passo para tornar mais efetiva a análise de dados é a sugestão de ações a partir da mineração e processamento inteligente de dados.

Já existem soluções digitais que usam inteligência artificial para analisar dados. Exemplo disso são plataformas que processam os milhares de dados tributários de uma prefeitura, coletam e processam dados públicos e os correlacionam para indicar aos fiscais os pontos de atenção e possíveis indícios de irregularidades nas declarações.

Com essas soluções, que fazem uso intensivo de inteligência de dados, o papel do fiscal de tributos é potencializado e otimizado e sua atuação passa a ser mais assertiva e eficiente na fiscalização do ISS. Consequentemente, com aumento da receita proveniente desse tipo de tributo, o município melhora sua receita própria e sua capacidade de realizar investimentos em diferentes áreas como saúde, educação e segurança pública.

Uma prefeitura de Santa Catarina é um caso recente do uso de inteligência artificial aplicada à fiscalização de ISS. O uso de um sistema digital para detectar irregularidades nas declarações trouxe bons resultados. Aplicada à fiscalização do ISS de médicos autônomos e na substituição tributária, a inteligência artificial identificou um potencial de arrecadação de mais R$ 4 milhões e em apenas 60 dias contribuiu diretamente para a recuperação de cerca de R$ 275 mil reais.

Não tenha medo ou receio de estimular o uso da tecnologia e da inteligência artificial. Procure entender como essa tecnologia pode ser aplicada à gestão pública para otimizar o trabalho do servidor e oferecer serviços de qualidade para o cidadão. Vamos todos nos  preparar para sermos bons usuários de soluções inteligentes como beneficiários, sejamos cidadãos ou servidores públicos.

*Guilherme Tossulino é Diretor de Inovação e Novos Negócios da Softplan

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