IA tenta desvendar os mistérios dos geoglifos impressos no deserto de Nazca

Por Natalie Rosa | 19 de Novembro de 2019 às 18h30
Divulgação: IBM
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A inteligência artificial da IBM fez descobertas que, a olho nu, não parecem trazer muitos significados. Mas ao analisar as linhas e geoglifos de Nazca, localizados no deserto de mesmo nome no sul do Peru, foi possível encontrar figuras do que podem ser humanoides.

Os estudos estão sendo conduzidos pela Universidade de Yamagata, no Japão, com o Watson Machine Learning Accelerator (WMLA). Para que a inteligência artificial pudesse fazer a identificação, foi preciso que a máquina analisasse diversas imagens aéreas e de satélites.

Além da diferente figura humana, foram encontrados geoglifos que remetem a animais, como os exemplos abaixo, que mostram uma cobra de duas cabeças e um pássaro:

Imagem: Divulgação/IBM
Imagem: Divulgação/IBM

De acordo com a equipe de pesquisa responsável por esses estudos, essas figuras foram criadas com a remoção de pedras negras que cobriam a região, expondo a areia branca presente logo abaixo.

Acredita-se que os geoglifos recém-identificados foram feitos entre o período de 100 anos A.C. e 300 D.C., e a motivação destes registros ainda é um mistério. Entre os propósitos analisados pelos cientistas estão a possibilidade de visualizar a cidade dos céus, servindo até mesmo para motivações astronômicas. Esses geoglifos, por exemplo, são gigantes, medindo centenas de metros.

A IA também encontrou geoglifos que lembram seres humanos. A figura de um dos possíveis humanoides que mais chamou a atenção mede quase quatro metros de comprimento e mais de dois metros de largura, possui uma cabeça no formato retangular e ainda conta com três colunas em seu topo, segurando também algo que parece um bastão.

Imagem: Divulgação/IBM

Também foi encontrada a figura abaixo, de quase 10 metros de largura, que mostra dois rostos em um mesmo corpo, e outros detalhes inexplicáveis:

Imagem: Divulgação/IBM

Os pesquisadores da Universidade de Yamagata estão investindo nesses estudos desde 2006, e agora com a ajuda da inteligência artificial e da colaboração com a IBM, o progresso deve ser ainda mais veloz, trazendo novas respostas a esses mistérios da humanidade.

Fonte: Science Alert, Universidade de Yagamata

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