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IA pode tornar times de vôlei mais eficientes no futuro

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  | 

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Wavebreakmedia/Envato
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Pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, desenvolveram algoritmos que conseguem prever a ação de jogadores de vôlei em tempo real com mais de 80% de precisão, dando às equipes a chance de antecipar movimentos importantes de ataque e defesa.

Segundo os cientistas, o sistema combina dados visuais — como o posicionamento dos atletas na quadra — com informações mais específicas, levando em conta o papel que cada jogador possui dentro da equipe, ou seja, se ele está entre os defensores ou atacantes em momentos alternados durante uma partida.

“A visão computacional pode interpretar informações visuais, como a cor da camisa, a posição ou a postura corporal de um jogador. Nós usamos essas informações em tempo real e integramos variáveis ​​ocultas, como estratégias de equipe e funções de cada atleta no contexto de um jogo”, explica a professora de engenharia mecânica Silvia Ferrari, autora principal do estudo.

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Os cientistas treinaram os algoritmos para entender as variáveis ocultas da mesma forma que os humanos ampliam seus conhecimentos esportivos, ou seja, assistindo e analisando vários jogos. Esse sistema utiliza aprendizagem de máquina para extrair os dados de vídeo usados na elaboração das previsões.

De acordo com a equipe, esses algoritmos conseguem distinguir um passador de um bloqueador com precisão média de quase 85% e prever qual será a próxima ação dele numa sequência de até 44 quadros, com um índice de acerto superior a 80%. Entre essas ações estão movimentos básicos como cravar, armar, pular e bloquear.

“Essa tecnologia pode ser usada para preparar melhor uma equipe para uma competição, combinando as imagens de jogos existentes do oponente com as previsões feitas pelos algoritmos para antecipar algumas jogadas em diversos cenários possíveis”, acrescenta Ferrari.

Além do vôlei

A equipe da professora Ferrari está trabalhando também com uma equipe de hóquei no gelo para desenvolver um novo software, capaz de identificar de forma autônoma jogadores, ações praticadas e variáveis de jogos em tempo real. Uma tarefa geralmente realizada manualmente por membros da comissão técnica do time.

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Além dos esportes, a capacidade de antecipar as ações humanas tem um grande potencial para o futuro da interação humano-máquina. Os cientistas esperam que uma nova versão desse programa possa ajudar veículos autônomos a tomar decisões melhores, ou até mesmo aprimorar a inteligência artificial dos computadores.

“Os seres humanos não são tão imprevisíveis quanto os algoritmos de aprendizagem de máquina estão mostrando agora. Se levarmos em conta todo o contexto observado em um grupo de pessoas, é possível prever o que elas vão fazer com uma precisão muito maior, permitindo que se preparem para o que está por vir”, encerra Silvia Ferrari.