IA do Facebook consegue transformar o estilo de uma música em outro

Por Jessica Pinheiro | 24 de Maio de 2018 às 06h51
TUDO SOBRE

Facebook

Imagina estar deleitando seus ouvidos com uma sinfonia de Bach e se pegar imaginando como seria se o Metallica transformasse a obra clássica em uma versão metal? Ou até mesmo o contrário: Bach tocando Metallica! Bem, os cientistas do Facebook AI Research (FAIR) parecem ter conseguido alcançar essa meta. Eles divulgaram nesta semana uma rede neural capaz de transformar um estilo de música, um gênero ou um conjunto de instrumentos em outro.

A inteligência artificial analisa um trecho de uma música, tal como uma orquestra sinfônica tocando Bach, e a transforma em outro estilo (um piano ao estilo de Beethoven, por exemplo), mas mantendo a mesma melodia e ritmo da obra original. É quase como um cover, mas feito por uma máquina de maneira automática.

Participe do nosso GRUPO CANALTECH DE DESCONTOS do Whatsapp e do Facebook e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

Com esse feito, a FAIR se torna a primeira equipe de pesquisas de inteligências artificiais a criar um método de aprendizado não supervisionado capaz de recriar/converter músicas de alta qualidade com uma rede neural. a qual ensina a alcançar uma alta fidelidade codificando automaticamente o áudio.

De acordo com a equipe da FAIR, eles se distanciaram da transferência de estilos e não tentaram empregar tais métodos, uma vez que o grupo acredita que “uma melodia tocada por um piano não é semelhante [a nenhum outro], exceto pelas diferenças de textura de áudio de uma mesma melodia cantada por um coro”. Eles também explicam que “o mapeamento deve ser feito em um nível mais alto e as modificações não são simples mudanças locais”.

O método é uma complexa autocodificação que permite que a rede processe áudio a partir de excertos sobre as quais ela nunca foi treinada. A partir disso, a inteligência artificial não tenta combinar o tom ou memorizar notas, mas sim interpretar semântica de alto nível. A maioria dos softwares desse segmento cria ruídos, o que torna esta a primeira vez que um programa pode tocar instrumentos reais, conseguindo até mesmo confundir os ouvidos humanos.

Fonte: The Next Web

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.