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Google se une à Microsoft e cria buscador exclusivo para robôs e IAs

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Solen Feyissa/Unsplash
Solen Feyissa/Unsplash

Google, Microsoft e outras dez empresas de tecnologia anunciaram uma nova especificação aberta chamada ARD (Agentic Resource Discovery), criada para permitir que agentes de inteligência artificial encontrem, por conta própria e em tempo real, ferramentas, habilidades e outros agentes disponíveis na web.

A iniciativa reúne ainda GoDaddy, Hugging Face, NVIDIA, Salesforce, ServiceNow, Databricks, Snowflake, GitHub e Cisco. Dois nomes relevantes ficaram de fora: OpenAI e Anthropic.

O problema que o ARD quer resolver

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Hoje, um agente de IA só consegue usar os recursos que foram conectados explicitamente a ele durante a configuração.

O MCP (Model Context Protocol), lançado pela Anthropic em 2024, resolveu parte desse problema ao padronizar a comunicação entre sistemas de IA e servidores. Mas ele não resolve a descoberta: um agente sabe como conversar com um servidor, mas não como encontrá-lo. É essa lacuna que o ARD tenta preencher.

A Microsoft compara a situação atual com a web antes dos mecanismos de busca. Antes do Google, sites precisavam ser catalogados manualmente para que alguém os encontrasse. Com o ARD, agentes de IA terão um mecanismo equivalente para localizar capacidades disponíveis na rede.

Como funciona na prática

O padrão tem dois componentes principais: catálogos e registros. Uma organização publica um arquivo chamado ai-catalog.json em seu próprio domínio. Registros rastreiam esses catálogos, indexam o conteúdo e retornam as capacidades que correspondem ao que o agente busca, junto com metadados para verificar a origem antes de qualquer conexão.

Três implementações de referência já foram anunciadas. O GitHub lançou o Agent Finder, baseado no ARD, que permite ao Copilot descobrir e acionar servidores MCP, habilidades, ferramentas e outros agentes em tempo real. O Hugging Face disponibilizou a Discover Tool, com busca semântica entre milhares de habilidades e servidores MCP. O Google, por sua vez, vai integrar suporte ao ARD no Agent Registry do Gemini Enterprise Agent Platform nos próximos meses.

Novos riscos junto com novos recursos

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A abertura que torna o ARD útil também cria novos vetores de ataque. Como a confiança é ancorada no domínio que hospeda o catálogo, qualquer comprometimento do domínio, do DNS, do servidor ou do pipeline de deploy transforma o arquivo de catálogo em um alvo de alto valor para invasores.

O próprio padrão inclui controles como metadados criptográficos, manifests de confiança, políticas de saída e ferramentas fixadas. Ainda assim, a especificação reconhece que esses recursos não eliminam a necessidade de governança, monitoramento, revisão de código e listas de permissão.

A especificação do ARD está disponível sob licença Apache 2.0, construída sobre o modelo de dados AI Catalog de um grupo de trabalho da Linux Foundation, e pode ser acessada em "AgenticResourceDiscovery.org".