Estudo: Inteligência artificial deve impulsionar a criação de novos empregos

Por Claudio Yuge | 10 de Janeiro de 2020 às 21h00
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Desde que a inteligência artificial (IA) chegou, muitas tarefas simples e repetitivas realizadas por humanos passaram a ser realizadas por máquinas. Com isso, vários profissionais tiveram que se atualizar e outros ficaram de foram de alguns setores. Isso gera um certo temor no mercado de trabalho, pois muita gente acredita que ficará sem emprego. Se por um lado algumas funções ficarão obsoletas, outras novas surgirão, justamente por causa dessa mudança. Isso é o que diz uma pesquisa encomendada pela Microsoft, realizado pela consultoria estadunidense DuckerFrontier.

O levantamento aborda o cenário brasileiro até 2030 tem como objetivo mensurar os benefícios e impactos da IA em diferente searas, em especial no mercado de trabalho. O setor de serviços corporativos deve ganhar mais atenção, com uma estimativa de 26 milhões de novas vagas — ou 103% a mais, em comparação com os dados do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o mesmo período. São levados em consideração os efeitos de automação e a abertura de novos postos.

Imagem: Divulgação/Microsoft

Manufatura (+73%), comércio varejista, atacadista, hotelaria e alimentação (+44%) e construção (+42%) também devem se destacar. As simulações também consideram as áreas de serviços públicos, mineração, água e energia e agricultura e pesca. Todos esses segmentos passariam por uma redução de carga horária de trabalho, com exceção dos serviços corporativos, graças à implementação de autômatos.

Na projeção que leva em consideração o uso mínimo da IA, a redução líquida do total de horas trabalhadas seria de 33%. Já no cenário utilização máxima, a diminuição é de 7%. Nesse contexto, haveria um investimento maior por parte de indústria nacional, com mais chances de criação de novas indústrias e modelos de negócio — e isso geraria um efeito cascata, impulsionando não somente os cargos ligados à tecnologia, como também em outras frentes, que serviriam para atender a economia em torno de funcionários altamente qualificados.

IA deve aumentar também o PIB

O estudo também aponta que a adoção máxima de IA no país pode aumentar a taxa composta anual de crescimento (CAGR) do Produto Interno Bruto (PIB) para 7,1% ao ano até 2030. A alta é superior à projeção de 2,9% do Banco Mundial e pelo FMI no mesmo período. O maior avanço do PIB traria uma ascensão até quatro vezes maior nos níveis de produtividade do país, podendo chegar a uma CAGR de até 7% ao ano até 2030, comparada a 1,7% de crescimento ao ano estimado pelo Banco Mundial e pelo FMI.

Imagem: Divulgação/Microsoft

Para quem teme a perda de emprego, a pesquisa afirma que as companhias podem alocar novas tarefas a seus funcionários ou até reduzir a carga horária, justamente por conta a produtividade da IA. Se por um lado os postos mais simples devem ser ocupados por máquinas, por outro deve haver uma demanda de 17,7 milhões de empregos altamente qualificados. As vagas com maior demanda devem ser as de profissionais liberais, técnicos de nível médio e gerentes. A participação total dessa seara aumentaria de 34% para 54% no mercado de trabalho brasileiro.

A Microsoft conta com plataformas de cursos voltados para atualização de profissionais e preparação para esses empregos do futuro. Se quiser saber mais, é só acessar a escola de negócios AI Business School e os cursos para desenvolvedores da AI School.

Fonte: Microsoft

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