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Estudo chocante: IA está encurtando carreiras de profissionais experientes e que ganham bem

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homem idoso no pc
Reprodução/Caroline Attwood/Unsplash

Trabalhadores com 55 anos ou mais em profissões mais expostas à inteligência artificial estão saindo do emprego com mais frequência desde o lançamento do ChatGPT, aponta um estudo do Center for Retirement Research (CRR), do Boston College.

O aumento aparece como desemprego, não aposentadoria, o que significa que essas pessoas estão fora do mercado e ainda procurando trabalho. A pesquisa é assinada pelo economista Geoffrey Sanzenbacher.

Levantamento cruza dados do governo americano com índice de exposição à IA

O estudo combina dados da Current Population Survey, pesquisa mensal do governo dos Estados Unidos usada para calcular o desemprego, com o índice de exposição à IA do Digital Planet Initiative, da Universidade Tufts.

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O índice não mede se uma profissão será extinta, mas o quanto suas tarefas podem ser executadas por inteligência artificial.

Web designers, desenvolvedores web, arquitetos de banco de dados, programadores e cientistas de dados aparecem no topo da exposição. Operadores de mineração, cuidadores e pintores ficam na outra ponta.

A pesquisa compara o período anterior ao lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022, com os anos seguintes.

Profissões mais expostas

Segundo o CRR, trabalhadores em profissões mais expostas à IA são majoritariamente brancos, têm mais do que o dobro de chance de possuir diploma universitário e ganham em média US$ 1,4 mil por semana, contra US$ 869 dos trabalhadores em profissões menos expostas.

Antes do ChatGPT, esse grupo permanecia empregado por mais tempo do que trabalhadores de profissões menos expostas, resultado esperado para funções menos desgastantes fisicamente e mais bem remuneradas.

Vantagem de carreira mais longa perdeu força após o ChatGPT

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Essa vantagem diminuiu depois de novembro de 2022. A taxa de saída do emprego entre trabalhadores expostos à IA cresceu o suficiente para reduzir a diferença que antes os favorecia, segundo o estudo.

Os números por profissão mostram a diferença de impacto. Pintores, com baixa exposição, tiveram alta de cerca de 2% na taxa prevista de saída do emprego. Já programadores, no topo da exposição, tiveram aumento superior a 25%, com a taxa saltando de 8,7% para 11,1%. Contadores e auditores registraram alta de 22%, de 9,9% para 12,1%.

3 caminhos possíveis para o efeito da IA sobre carreiras

Sanzenbacher descreve três mecanismos que podem explicar o fenômeno.

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O primeiro é a substituição direta do trabalhador por automação, que empurra a pessoa para o desemprego ou para fora do mercado de trabalho.

O segundo é a pressão para aprender a nova tecnologia. Parte dos trabalhadores prefere deixar o emprego a se adaptar a um sistema novo perto do fim da carreira, padrão já observado quando os computadores pessoais se popularizaram.

Já o terceiro caminho vai na direção oposta: ganhos de produtividade poderiam elevar salários e permitir que o trabalhador se dedique a tarefas mais estratégicas, prolongando a carreira em vez de encurtá-la.

A adoção de IA generativa entre trabalhadores mais velhos ainda é baixa. Apenas 18% dos profissionais entre 50 e 64 anos usam a tecnologia, taxa bem inferior à de trabalhadores na casa dos 30 e 40 anos.

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Uma pesquisa da AARP mostrou que 18% dos trabalhadores acima de 55 anos veem a IA exclusivamente como oportunidade, enquanto 28% a veem exclusivamente como ameaça.