Como fazer um bom prompt e parar de perder tempo com IA
Por Marcelo Fischer Salvatico | •

A maioria das pessoas que usam ferramentas de inteligência artificial generativa no trabalho ainda não consegue extrair ganhos reais de produtividade. O problema, segundo o diretor de inovação e produtos da Avell, Hemerson Bassetto, está na forma de interagir com ela, e raramente na ferramenta.
🎧Ouça o Podcast Canaltech no Spotify
🎧Ouça o Podcast Canaltech na Deezer
🎧Ouça o Podcast Canaltech no Apple Podcasts
"Não podemos imaginar que a IA generativa irá adivinhar o que a gente quer dentro daquele contexto", disse Bassetto ao Podcast Canaltech desta quarta-feira (15). Para ele, o primeiro erro é justamente a falta de contextualização: pedir de forma direta e genérica, sem definir papel, objetivo ou formato de saída esperado.
Três etapas para um prompt que funciona
Bassetto estrutura um prompt eficaz em três partes.
Primeiro, definir o papel que a IA deve exercer naquele momento, seja como analista de dados, consultor jurídico ou especialista em logística, por exemplo.
Segundo, contextualizar com detalhes, mesmo que isso signifique ser redundante. E terceiro, especificar o tom e o formato da resposta: formal ou informal, em tópicos ou em parágrafos, em linguagem acadêmica ou executiva.
"Economizar no prompt, ser muito direto e pouco específico, é um dos principais erros na interação com a IA", afirmou. Para ele, o tempo gasto detalhando o pedido é compensado pela qualidade do resultado. "Você pode perder um pouquinho mais de tempo criando, mas terá o resultado mais rápido e efetivo".
Outro erro frequente é aceitar o primeiro resultado sem revisar. Bassetto cita um exemplo recorrente: e-mails enviados com o encerramento automático da ferramenta ainda visível, sinal de que o texto não foi lido antes do envio.
Ele compara a IA com um profissional experiente que acabou de entrar na empresa: "Como que você quer que essa pessoa adivinhe e faça tudo sem entender o contexto?".
Qual ferramenta usar para cada tarefa
Durante a entrevista ao Podcast Canaltech, Bassetto compartilhou suas ferramentas de IA preferidas no momento.
Para tarefas rápidas e diretas, Bassetto usa o ChatGPT Mini. Para análise com grande volume de dados, prefere o Claude Sonnet. Para trabalhos com viés acadêmico, opta pelo Gemini Pro. Ele também recomenda plataformas que reúnem vários modelos em uma única interface, permitindo testar antes de assinar.
"A oferta está muito grande", reconhece. A recomendação é testar as versões gratuitas para identificar qual modelo se encaixa melhor no tipo de trabalho antes de investir em uma assinatura.
🎙️Ouça o episódio completo no Podcast Canaltech: