Project Loon leva internet para área amazônica do Peru atingida por terremoto

Project Loon leva internet para área amazônica do Peru atingida por terremoto

Por Thaís Augusto | 01 de Junho de 2019 às 09h43
Reprodução / 9TO5Google

No último domingo, 26 de maio, um terremoto de magnitude 8 na Escala Richter atingiu a região amazônica de Loreto, no Peru, impactando a conexão e sinal de usuários locais. Para restabelecer a internet nas áreas remotas atingidas, o governo do Peru e a Telefónica acionaram o Project Loon, da Google, que usa balões para criar uma rede de conectividade, dispensando a necessidade de torres de celular.

Com o trabalho da Loon, a conectividade dos usuários peruanos voltou 48 horas depois do terremoto. Pode parecer um longo período de tempo, mas não é: a Google demorou quatro semanas para implantar balões de internet em Porto Rico depois do furacão Maria, que devastou a região em 2017.

Desta vez, a resposta mais rápida tem uma explicação simples: a Loon já conduzia testes comerciais no Peru e contava com uma infraestrutura terrestre pronta. "Antes de podermos começar a fornecer serviços, precisamos nos integrar a uma rede de operadora de rede móvel (MNO), garantir aprovações regulatórias e de sobrevoo e, é claro, lançar balões e navegá-los até um local desejado", explicou a companhia.

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Project Loon da Google foi lançado em 2013

No caso de Porto Rico, mais de 100 mil pessoas se conectaram aos balões da Loon três semanas após o início da operação. Com a internet do projeto, usuários conseguem mandar SMS, e-mails e "internet básica", mas ligações não são habilitadas.

O terremoto que atingiu Loreto também foi sentido em outras sete cidades do Peru, inclusive na capital Lima, e deixou dois mortos e pelo menos 15 feridos. Ao todo, 284 famílias foram afetadas.

Os balões usados pela Google foram desenvolvidos pela Força Aérea norte-americana; cada um deles possui 15 metros de diâmetro e circula com equipamentos como antenas de rádio, computadores de voo, sistema de controle de altitude e painéis solares, responsáveis pela produção de energia para o sistema. Cada balão deve permanecer no ar por até 100 dias, provendo conexão à internet a áreas de 40 quilômetros de diâmetro em torno do balão.

Apesar da aposta, o Project Loon impactou negativamente os resultados financeiros da Alphabet, dona da Google, no primeiro trimestre de 2019. No período, a empresa registrou um prejuízo de US$ 868 milhões. Enquanto isso, a receita gerada com os projetos da Alphabet, que ainda incluem uma unidade de carros autônomos, é de apenas US$ 170 milhões.

Fonte: 9to5GoogleGizmodo

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