Novo tipo de memória pode ter desempenho mil vezes maior do que o do HD

Por Patrícia Gnipper | 30 de Julho de 2018 às 08h18

Cientistas da Universidade de Alberta (Canadá) publicaram um estudo mostrando a criação de um novo tipo de memória, que pode deixar a capacidade e o desempenho dos HDs no chinelo. A memória atômica em estado sólido, se aplicada no mercado, é capaz de armazenar muito mais arquivos, com mais velocidade, ocupando menos espaço.

A equipe trabalhou, por anos, com nanotecnologia de escala atômica para sua criação, que pode ser usada para guardar 45 milhões de músicas em um equipamento do tamanho de uma moedinha. A tecnologia também permite escrever e reescrever dados usando átomos de hidrogênio.

Para que isso fosse possível, foi preciso adicionar uma pecinha de silício a um microscópio de tunelamento, com essa peça sendo coberta por átomos de hidrogênio. Os autores do estudo ressaltam que outras tecnologias similares que já foram desenvolvidas só funcionavam em temperaturas muito baixas, não se aplicando, portanto, ao "mundo real". Contudo, os novos chips desenvolvidos pelos pesquisadores podem resistir à temperatura ambiente ou até um pouco mais altas do que isso, mantendo sua estabilidade.

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E o melhor: a tecnologia já está pronta para ser aplicada por aí, segundo os cientistas. O novo tipo de memória pode ser usado desde no armazenamento de dados, até na execução de tarefas mais complexas. A partir de agora, a equipe pretende aumentar as velocidades de leitura e gravação para que a tecnologia possa, em um futuro não muito distante, ser comercializada. A expectativa é de que essa memória comece a ser vendida dentro de cinco a dez anos.

Fonte: Faculty of Science

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